
A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) divulgou, nesta sexta-feira (7/8), uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República com propostas para fortalecer a competitividade da logística brasileira.
As sugestões foram distribuídas em quatro eixos, que buscam a multimodalidade como política pública, um ambiente regulatório e tributário mais competitivo, além da inserção da tecnologia no setor e um melhor convívio com o meio ambiente.
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Um dos eixos propõe uma governança permanente, que articule com poder público e iniciativa privada formas de priorizar investimentos estratégicos. Além disso, apontam que o avanço da multimodalidade depende da existência de mecanismos permanentes de incentivo econômico.
Para garantir um ambiente jurídico seguro, a associação defende a aprovação do marco legal dos Operadores Logísticos, dando condições para a expansão de operações multimodais com maior eficiência e previsibilidade.
Diante das mudanças da Reforma Tributária, a associação defende uma padronização nacional dos documentos fiscais, com destaque especial para a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica.
“É fundamental para reduzir custos de conformidade e evitar que diferenças estaduais e municipais permaneçam mesmo após a Reforma Tributária”, aponta o documento. Ainda é sugerido um tratamento tributário compatível com a natureza operacional em casos de operações exclusivamente logísticas.
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A carta ainda propõe a avaliação de mecanismos trabalhistas e previdenciários específicos para profissões essenciais ao funcionamento das cadeias logísticas. Com o fortalecimento das carreiras, a tendência é que se reduza a evasão de trabalhadores do mercado formal. Portanto, é defendida a instituição de uma Política Nacional para o Futuro do Trabalho na Logística, que alinhe educação, desenvolvimento econômico, inovação e emprego.
Diante das mudanças climáticas e os impactos nos diversos setores da economia, a associação aponta para a necessidade de uma estratégia nacional de adaptação para a logística, com foco na prevenção, gestão de risco e resiliência.
“Também é necessário estimular a modernização da logística por meio de incentivos à automação, robotização, inteligência artificial, digitalização, eficiência energética, depreciação acelerada de ativos e compartilhamento de infraestrutura”, complementa.

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