O Pix avança nos bares e restaurantes brasileiros, respondendo por uma média de 20,5% das vendas de salão e balcão. O dado confirma a consolidação do pagamento instantâneo no setor, que em levantamento anterior da Abrasel, em 2024, registrava um patamar de 16,5%.
Enquanto o Pix cresce, o dinheiro físico perde espaço e representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua na liderança, com 41,5% das transações, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.
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As informações integram a Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel, realizada em junho de 2026. O estudo ouviu mais de 1,6 mil empresários do setor de alimentação fora do lar em todo o país.
Adesão varia por faturamento
A adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas. A participação é de 22,6% nos negócios que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil.
Já nos estabelecimentos que faturam de R$ 360 mil a R$ 1 milhão, o índice chega a 24%. Nas empresas de maior porte, a modalidade tem participação mais moderada, variando entre 14,9% e 17,5%.
O levantamento também aponta diferenças por tipo de operação. O Pix já representa 24,6% das vendas na alimentação rápida, 21% em restaurantes especializados, 19,9% em bares e casas noturnas, e 17% nos restaurantes de almoço, como os que operam no sistema a quilo.
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Expansão nacional
As diferenças regionais reforçam a expansão da modalidade, com a região Norte liderando o uso do Pix (29,8%), seguida pelo Nordeste (24,2%). Já o Sudeste (18,1%), Centro-Oeste (17,9%) e Sul (16,5%) apresentam participação menor. Em todas as regiões, o uso de dinheiro físico está abaixo de 11%.
Para Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, o crescimento reflete mudanças no comportamento do consumidor e na gestão das empresas. “O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”, afirma.
Uma pesquisa do Google mostrou que o Pix já alcança 93% da população e respondeu por 47% de todas as transações no país em 2024. No mesmo período, o uso de dinheiro em espécie caiu de 43% para apenas 6% dos consumidores.
Solmucci avalia que o Pix impulsiona novos modelos de negócio. “Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor. Estamos diante de uma transformação cultural que exige adaptação, mas que também abre espaço para mais eficiência”, conclui.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
