PREÇOS

IPCA sobe 0,82% em setembro, após deflação em agosto, aponta IBGE

Inflação foi pressionada pela energia elétrica, passagens aéreas e alimentos; índice acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% em 12 meses

A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 7,98%. -  (crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi)
A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 7,98%. - (crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subiu 0,82% em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9/10). O resultado representa uma aceleração de 1,14 ponto percentual (p.p.) em relação a agosto, quando o índice registrou queda de 0,32%.

Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro.

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O grupo Habitação registrou a maior contribuição para o resultado, com alta de 2,31% e impacto de 0,35 p.p. A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 7,98%. O movimento foi influenciado pelo fim da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto e pela vigência da bandeira tarifária amarela.

Transportes teve alta de 0,89%, com impacto de 0,18 p.p. no índice geral. O resultado foi influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e pela elevação de 1,41% nos combustíveis. Entre eles, o etanol subiu 3,16%, o diesel avançou 1,69%, a gasolina teve alta de 1,21% e o gás veicular aumentou 0,10%.

O grupo Alimentação e bebidas também registrou alta de 0,83%, com impacto de 0,18 p.p., após três meses consecutivos de queda. A alimentação no domicílio avançou 0,96%, com destaque para o tomate, que subiu 37,76%, a batata-inglesa, com alta de 24,07%, a cebola, que aumentou 10,14%, e o arroz, com elevação de 4,56%.

Por região

Entre os locais pesquisados, Vitória (ES) registrou a maior variação do IPCA em setembro, com alta de 1,08%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate.

Rio Branco (AC) teve a menor variação, de 0,53%. O resultado foi favorecido pelas quedas de 14,13% nas passagens aéreas e de 7,40% no ovo de galinha.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que também mede a variação de preços, subiu 0,82% em setembro, após registrar queda de 0,32% em agosto. O indicador acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses.

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postado em 09/10/2026 10:16 / atualizado em 09/10/2026 10:25
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