Racismo

Família de Endrick sofre racismo após jogo do pré-olímpico

Jogador brasileiro chegou a compartilhar o vídeo nas redes sociais, mas apagou pouco depois; CBF se pronunciou sobre o caso

Na postagem feita por Endrick, ele chegou a pedir desculpas ao pai e ao padrinho pelo
Na postagem feita por Endrick, ele chegou a pedir desculpas ao pai e ao padrinho pelo "momento" - (crédito: Joilson Marconne/CBF)
postado em 09/02/2024 13:57

A família do jogador Endrick foi vítima de ataques racistas na noite de quinta-feira (8/2) após a partida entre Brasil e Venezuela no campeonato Pré-Olímpico de futebol, da qual a seleção canarinha saiu vitoriosa por 2X1 e manteve o sonho da classificação para Paris-2024 vivo. O jogo ocorreu no país vizinho.

O jogador postou um vídeo, que posteriormente foi apagado, que mostra a família dele acompanhando o jogo das arquibancadas e, em certo momento, é possível ouvir termos racistas direcionados ao pai do atleta, Douglas Ramos. Os agressores também fizeram gestos de macaco.

Na postagem feita por Endrick, ele chegou a pedir desculpas ao pai e ao padrinho pelo "momento". "Infelizmente aconteceu com a minha família e amigos, mas Deus sabe de todas as coisas", e marcou a Conmebol na postagem. O vídeo foi apagado pelo jogador, mas viralizou nas redes sociais.

Em nota publicada nas redes sociais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), repudiou os atos.

Veja a íntegra da nota:

A CBF repudia os atos de racismo cometidos contra familiares do jogador Endrick ocorridos na noite dessa quinta-feira no Estádio Brígido Iriarte, em Caracas, durante e após o jogo em que a Seleção Brasileira Pré-Olímpica venceu a Venezuela por 2 a 1.

As manifestações de criminosos com camisas da seleção adversária eram dirigidas notadamente ao pai de Endrick, Douglas Ramos. Eles faziam gestos imitando macacos.

Tão logo informado sobre o episódio, o chefe da delegação da Seleção Brasileira na Venezuela, Daniel Vasconcelos, em nome do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, se solidarizou com o atleta e seus familiares.

A CBF foi a primeira entidade nacional de futebol do mundo a adotar no Regulamento Geral de Competições a possibilidade de punir esportivamente um clube em caso de racismo. A novidade foi incluída no RGC de 2023.

Desde 2022, a CBF faz uma série de campanhas de combate ao racismo no futebol. E conta com um Grupo de Trabalho que discute de forma permanente o assunto.

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