FUTEBOL BRASILEIRO

CBF dá início à implementação do Fair Play Financeiro no Brasil

Entidade anuncia também a instalação de agência reguladora, chamada ANRESF; entenda melhor

CBF cria agência de regulação (ANRESF) para gerir o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) -  (crédito: Foto: SAMARA MOUMEI / CBF)
CBF cria agência de regulação (ANRESF) para gerir o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) - (crédito: Foto: SAMARA MOUMEI / CBF)

A CBF deu um passo relevante para reorganizar as finanças do futebol brasileiro ao realizar, nesta quinta-feira (5/2), a primeira reunião da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, a ANRESF. O novo órgão atua de forma autônoma e será responsável por aplicar e fiscalizar o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), conjunto de regras criado para evitar gastos acima da capacidade real dos clubes. Na prática, a proposta busca reduzir dívidas, aumentar a transparência e dar mais previsibilidade às competições.

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Durante a abertura do encontro, o diretor executivo da CBF, Helder Melillo, destacou o peso simbólico da iniciativa. Segundo ele, a criação da agência marca uma mudança profunda na forma de gerir o esporte e inaugura um ciclo de maior responsabilidade.

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"Este é, sem dúvida, um momento histórico para o futebol brasileiro. A instalação da ANRESF representa um divisor de águas na forma como encaramos a gestão esportiva. Estamos entregando ao ecossistema do futebol um mecanismo robusto de integridade financeira que trará mais segurança jurídica, credibilidade e capacidade de investimento aos nossos clubes. É o início de uma nova era de responsabilidade e profissionalismo", afirmou Helder em seu discurso.

Dirigentes tomam posse na CBF

Em seguida, os dirigentes empossaram Caio Cordeiro de Resende como primeiro presidente da ANRESF, com mandato de quatro anos. Dessa forma, a CBF tenta garantir continuidade ao projeto. Além de Caio, a diretoria conta com: Cesar Grafietti, Marcelo Doval Mendes, Pedro Henrique Martins de Araújo Filho, Vantuil Gonçalves Júnior, Igor Mauler Santiago e José Fausto Moreira Filho.

Além disso, a reunião avançou em decisões práticas para a temporada de 2026. A agência já desenvolve um site e um sistema digital que concentrará dados financeiros dos clubes. Assim, prazos para envio de informações como balanços, orçamentos e declarações de solvência já ficaram definidos ao longo do ano. Ao mesmo tempo, a ANRESF prepara um Manual de Práticas Contábeis, que vai padronizar os números apresentados e facilitar comparações.

Canal de denúncias

Outro ponto central envolve o controle de pagamentos. Por isso, a agência anunciou a criação de um Canal de Denúncias, que permitirá a atletas, funcionários e clubes comunicarem atrasos. Caso ocorram irregularidades, o regulamento prevê sanções que vão de advertências até o bloqueio de registros de jogadores. No entanto, dívidas antigas terão um período de adaptação até o fim de 2026.

Enquanto isso, a integração com os sistemas de registro e transferência já está em funcionamento. Todas as negociações e contratos passaram a exigir o detalhamento completo dos valores. Por fim, a ANRESF definiu que educação e comunicação serão prioridades, com workshops e orientação técnica. Assim, a agência pretende não apenas punir, mas mudar a cultura financeira do futebol brasileiro.

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RJ
postado em 05/02/2026 18:49
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