RECOPA

Em noite de desgosto profundo, Flamengo amarga vice para o Lanús na Recopa

Rubro-negro abusa dos erros, toma gols em lances com tomadas de decisões infelizes e perde para os argentinos na prorrogação em pleno Maracanã. Derrota com requintes de crueldade amplia pressão e crise no clube carioca

 Flamengo's Uruguayan defender #02 Guillermo Varela reacts after conceding a goal during the Recopa Sudamericana second leg final football match between Brazil's Flamengo and Argentina's Lanus at the Maracana Stadium in Rio de Janeiro, Brazil, on February 26, 2026. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)
       -  (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
Flamengo's Uruguayan defender #02 Guillermo Varela reacts after conceding a goal during the Recopa Sudamericana second leg final football match between Brazil's Flamengo and Argentina's Lanus at the Maracana Stadium in Rio de Janeiro, Brazil, on February 26, 2026. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)

Com requintes de crueldade, o Flamengo sofreu mais um duro golpe na temporada de 2026. Nesta quinta-feira (26/2), debaixo de muita chuva no Estádio do Maracanã, o rubro-negro enfrentou uma batalha física e psicológica na tentativa de virar a decisão da Recopa Sul-Americana contra o Lanús. O time carioca saiu atrás com erro defensivo e até encontrou energia para virar, com dois gols de pênalti, e forçar a prorrogação. O esforço, porém, foi em vão. Mal tecnicamente, a equipe flamenguista sofreu um apagão defensivo nos últimos minutos de bola rolando e foi derrotada pelos argentinos, por 3 x 2. Uma noite de desgosto profundo com potencial de ampliar ainda mais a pressão no clube.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Ciente da necessidade de ganhar um título para amenizar as cobranças pelo futebol ineficiente apresentado nos primeiros compromissos do ano, Filipe Luís impôs mudanças na escalação e viu o Flamengo sofrer bastante diante da postura defensiva adotada pelo Lanús. A correção de rota com a bola rolando e a disposição em campo até fez a Recopa Sul-Americana se manter possível por 118 minutos. O time não contava, no entanto, em tomar dois gols com os pênaltis já se aproximando. Um ponto final no desejo de gritar "é campeão" para reencontrar o rumo em 2026.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

O Flamengo entrou em campo sob desconfiança de uma escalação incompreendida pela torcida. Filipe Luís optou por um ataque de mobilidade, com Samuel Lino, Carrascal e Plata ocupando a linha ofensiva, além de Evertton Araújo e Pulgar na contenção de possíveis contra-ataques argentinos. A postura deu controle quase total ao rubro-negro. Com mais posse de bola, o time carioca teve nos pés de Carrascal duas grandes chances. O goleiro Losada salvou com boas defesas. O domínio flamenguista ia bem até um erro crasso. Adiantado na linha de meio-campo para agilizar as retomadas de jogo, Rossi recebeu recuo ruim de Ayrton Lucas. Castillo aproveitou a lambança defensiva e marcou de longe, aos 28.

A reação da torcida no Maracanã foi de vaias imediatas aos protagonistas do erro no gol argentino. Por outro lado, os rubro-negros subiram o volume para empurrar a equipe em busca da remontada. Cinco minutos após o gol, veio um certo alívio. Acelerando o jogo, o Flamengo levou a bola para a direita. Varela cruzou, Carrera se atirou, mas cortou com o braço. Pênalti assinalado pelo uruguaio Gustavo Tejera. Arrascaeta cobrou bem e empatou o jogo no Maracanã. A pressão dos cariocas seguiu em termos de posse de bola. No entanto, diante da defesa bem postada do Lanús, nenhuma jogada antes do intervalo levou grande perigo.

Na volta para o jogo, o Flamengo manteve a mesma equipe, mas sofreu com a falta de ímpeto. Erros de passe e finalizações sem direção fizeram Filipe Luís acionar o banco de reservas aos 10 minutos para colocar Pedro e Cebolinha. Aos 18, entraram Paquetá e Jorginho. O cenário em campo, porém, era desanimador para os rubro-negros. Apesar da posse de bola, a imprecisão na tomada de decisões seguia deixando o time carioca antes do gol necessário para empatar o placar agregado. Depois de muito tempo sem atacar com perigo, o rubro-negro levantou na área, Paquetá emendou de canhota e Losada amorteceu para agarrar na sequência.

Com o Lanús fechando a última linha, o Flamengo manteve a estratégia de realizar cruzamentos em sequência. O time, inclusive, estava talhando para tal jogada, com muitas opções na área. A postura fazia a bola circular de um lado para o outro, sem agressividade. Quando verticalizou, o rubro-negro foi premiado. Arrascaeta infiltrou a área e foi derrubado. Jorginho, com a categoria de sempre, desafogou o Maracanã debaixo de chuva: 2 x 1. A arquibancada subiu o volume. Após enfim sair de trás, o time argentino assustou em bola na trave. O lance, porém, estava parado por impedimento. Pedro perdeu a oportunidade derradeira antes da prorrogação.

Com o campo pesado e os jogadores extenuados, os 30 minutos extras de bola rolando foram bastante improdutivos. Nos 15 iniciais, o Flamengo teve domínio territorial. No entanto, não havia perna para criar algo mais incisivo. Visivelmente mais interessados em evitar as penalidades, os rubro-negros buscavam os espaços no segundo tempo da prorrogação. Quem encontrou a rede, no entanto, foi o Lanús. Em cobrança de escanteio, Canale se desvencilhou da marcação de Paquetá e cabeceou forte para a rede. Afobado e desorganizado, o time perdeu a bola no ataque e tomou um contra-ataque fatal. Aquino transformou a noite de festa em mais uma experiência de desgosto profundo.

  • Google Discover Icon
DQ
postado em 27/02/2026 00:28
x