Esportes Olímpicos

Vela busca novos talentos e promove inclusão social no Lago Paranoá

Projeto Velejando para o Futuro oferece aulas gratuitas e apoio multidisciplinar para jovens de 6 a 18 anos, com foco em cidadania e inclusão de atletas com TEA; saiba como fazer a inscrição

O projeto social da Confederação Brasileira de Vôlei funciona no Clube Cota Mil, às margens do Lago Paranoá, e deve ser expandido em breve para o Iate Clube de Brasília -  (crédito: Divulgação/CBVela)
O projeto social da Confederação Brasileira de Vôlei funciona no Clube Cota Mil, às margens do Lago Paranoá, e deve ser expandido em breve para o Iate Clube de Brasília - (crédito: Divulgação/CBVela)

Segunda modalidade com mais medalhas na história da participação do Brasil nos Jogos Olímpicos com seis de ouro, três de prata e sete de bronze, a vela procura por talentos na capital do país em uma ação social voltada para crianças e adolescentes no Clube Cota Mil, às margens do Lago Paranoá: o projeto Velejando para o Futuro.

A iniciativa da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é direcionada para jovens candidatos a Robert Scheidt, Torben Grael, Marcelo Ferreira, Kahena Kunze, Martine Grael, Bruno Prada, Lars Grael e Reinaldo Conrad na faixa etária de 6 a 18 anos. Para se inscrever, basta acessar este link disponibilizado pelos organizadores.

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O programa oferece aulas gratuitas de vela aliadas a acompanhamento pedagógico, orientação técnica esportiva e apoio psicológico. A proposta, segundo a entidade máxima da modalidade no país, é promover saúde física, mental e emocional, além de fortalecer valores como disciplina, cooperação, autonomia e convivência social.

A expectativa no núcleo de Brasília é ampliar o número de atendimentos neste semestre, consolidando o Lago Paranoá como novo polo do projeto. No Rio de Janeiro, o Velejando para o Futuro funciona no na Marina da Glória voltado para a formação cidadã pelo esporte.

"Estamos falando de um projeto que vai além da prática esportiva. Ele amplia horizontes, cria oportunidades e mostra que o lago pode ser um espaço de inclusão e cidadania", afirma Daniel Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Vela.

Adryana Freire é a coordenadora pedagógica do projeto e avalia o impacto social do desembarque do projeto na capital federal. "Existem muitas crianças em situação de vulnerabilidade nas regiões administrativas, e queremos que elas tenham acesso a uma modalidade que tradicionalmente não faz parte da sua realidade”, ressalta a profissional.

Atendimento

O Velejando para o Futuro tem atendimento inclusivo e humanizado. O projeto acolhe crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), respeitando as singularidades e promove o desenvolvimento integral por meio de práticas adaptadas e acompanhamento profissional qualificado.

"O mundo náutico é muito atrativo. Conseguimos proporcionar essa experiência a crianças que nunca tiveram a oportunidade de entrar em um barco e descobrir o potencial transformador do esporte", explica Adryana.

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postado em 10/03/2026 20:54 / atualizado em 10/03/2026 21:02
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