Candangão

Conquistadores experientes, Moisés e Aldo lideram finalistas do Candangão

Referências técnicas e de liderança, volantes Moisés Ribeiro e Aldo colocam currículo vitorioso a serviço de Gama e Sobradinho na final do Candangão. Alviverde busca o bi como capitão, enquanto alvinegro mira o hexa pessoal

Moisés foi capitão do Gama na conquista de 2025; Aldo levantou a taça do Candangão cinco vezes. Na final, volantes vão opor retrospectos vitoriosos -  (crédito: Filipe Fonseca/Gama e Eduardo Ronque/Sobradinho)
Moisés foi capitão do Gama na conquista de 2025; Aldo levantou a taça do Candangão cinco vezes. Na final, volantes vão opor retrospectos vitoriosos - (crédito: Filipe Fonseca/Gama e Eduardo Ronque/Sobradinho)

Gama e Sobradinho são duas equipes acostumadas a vencer no Distrito Federal. Maior campeão do Campeonato Candango, o alviverde ostenta 14 taças e vislumbra ampliar a liderança no quesito. Vitorioso desde os anos 1980, o alvinegro vê no horizonte a chance de adicionar a quarta taça da elite local na galeria de conquistas. E poucos jogadores representam tanto o espírito vitorioso como os volantes Moisés Ribeiro, do Periquito, e Aldo, do Leão da Serra. Conquistadores experientes, os dois colocarão a rodagem em campo, no sábado, às 16h, no Estádio Nacional Mané Garrincha, como trunfo extra em busca do topo do pódio da elite do Distrito Federal.

Os currículos de Moisés e Aldo falam por si só. Com carreira consolidada em grandes clubes do país, o volante alviverde de 35 anos disputou jogos da elite nacional e se acostumou a ganhar vestindo verde e branco. Na passagem pelo Chapecoense, por exemplo, faturou os títulos da Série B do Campeonato Brasileiro e o bicampeonato catarinense. No Gama, foi o responsável por levantar a taça de campeão do último Candangão na função de capitão. Esbanjando grande forma aos 38, o meio-campista do alvinegro sabe bem o caminho das taças do torneio local: foram cinco conquistas jogando por Brasiliense e Luziânia, além de uma Copa Verde e uma Segundinha do DF.

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A experiência de ambos promete encurtar o caminho até a taça no gramado do Mané Garrincha. No caso gamense, tal fator se perpetua desde o título conquistado no ano passado. Em campo em nove das 11 partidas disputadas pelo Gama na defesa do título do Candangão, Moisés fez da liderança um fator primordial para auxiliar o alviverde a chegar à segunda decisão seguida. Peça de influência positiva no grupo comandado pelo técnico Luís Carlos Souza, o baiano de Salvador divide os méritos com o elenco. No sábado, o camisa cinco poderá repetir o gesto de levantar a taça de campeão, também como forma de gratidão ao clube ao qual aprendeu a amar.

“No Gama, eu acabei me reencontrando no futebol. E eu tenho sorte com o verde, né? Tive uma história muito bonita na Chape e estou construindo uma aqui. Eu gosto de título, de ser campeão. Tenho essa marca onde passo, graças a Deus”, contou ao Correio, antes de explicar a liderança compartilhada com os companheiros no vestiário. “Temos vários jogadores com experiência: o Luan, o Henrique Almeida, o Wellington, o Renan Rinaldi. Eles me ajudam a passar tranquilidade para o grupo chegar o mais leve possível na final. Estou muito confiante na equipe”, explicou. “É uma expectativa muito grande para coroar a campanha com o título, mas respeitando o adversário. É jogo decisivo, de concentração. Eu acredito que quem errar menos leva o título. Mostramos no campeonato que somos uma equipe muito forte, mas precisamos respeitar o Sobradinho. É um time que chegou na decisão e na semifinal jogou um futebol muito bom”, citou.

Apesar de não vestir a braçadeira de capitão do time, Aldo tem a importância de um líder natural no elenco do Sobradinho. Tecnicamente, esbanja a categoria dos tempos áureos da carreira. No Candangão, por exemplo, o camisa cinco jogou 10 das 11 partidas disputadas pelo Leão da Serra na campanha finalista. Foi ausência apenas em uma das semifinais contra o Samambaia, por suspensão causada pelo terceiro cartão amarelo. No sábado, o volante buscará o hexacampeonato pessoal e um feito bastante raro no esporte do Distrito Federal. Em mais de 60 anos de história na competição, consolidada em eras amadora e profissional, apenas 15 jogadores colecionaram seis ou mais títulos da elite local. O conquistador alvinegro pode ser o 16º.

“Disputar uma final tem um peso enorme na vida de cada atleta. É um jogo que marca a trajetória, a vida, a memória do atleta e a história do clube, de uma torcida, de uma cidade. Todo mundo sonha com isso. Então, um momento como esse é de grande importância, de grande valia na vida e na carreira do jogador”, destacou Aldo ao Correio. Depois de tantas decisões, o camisa cinco do alvinegro sabe, como poucos, o que esperar da decisão contra o Gama. “A expectativa é sempre a melhor possível. É uma decisão. Todos nós sabemos da responsabilidade que temos, mas estamos muito confiantes por tudo que nós apresentamos até aqui. Um campeonato muito difícil, mas nunca deixamos de mostrar garra, determinação. No sábado não vai ser diferente. Vamos entrar com o máximo e dar nosso melhor para que possamos sair de lá com o título”, prospectou.

No gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha, a decisão vai além de um confronto entre Gama e Sobradinho: coloca frente a frente duas trajetórias moldadas pelo hábito de vencer. De um lado, a liderança, a qualidade, a voz firme e o histórico recente de um capitão campeão; do outro, a serenidade, a técnica e a fome constante por ampliar um currículo já consagrado no âmbito local. Entre desarmes, passes e imposição no meio-campo, Moisés Ribeiro e Aldo carregam o peso e o privilégio de conduzir caminhos rumo ao topo. No apito final, apenas um sorriso prevalecerá, mas, independentemente do desfecho, a final do Candangão 2026 terá no duelo dos volantes um retrato fiel da essência vencedora do futebol do DF.

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DQ
postado em 19/03/2026 06:00
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