
A ausência do ex-jogador Neto em uma festa infantil e em uma partida de futebol, ambas programadas em Bebedouro, no interior de São Paulo, levou a Justiça a condená-lo ao pagamento de indenização por danos morais. O caso ganhou repercussão após o apresentador confirmar presença e não comparecer aos compromissos previamente negociados.
O empresário responsável pelo evento afirmou à Justiça que negociou a participação do ex-atleta por cerca de quatro meses, com auxílio de intermediários. Inicialmente, o apresentador comparecia à festa marcada para 27 de setembro de 2025, um sábado, e no domingo estava previsto o jogo "Craque Neto e Amigos" amplamente divulgado na cidade.
As partes ajustaram valores, como os R$ 15 mil previstos de cachê, durante os quatro meses de negociação. Além da quantia, foram combinados extras de R$ 5 mil para intermediários e R$ 2 mil para um locutor. O empresário chegou a arcar com R$ 7 mil antecipadamente.
Confirmação e cancelamento
O apresentador chegou a gravar um vídeo confirmando que participaria dos eventos na cidade. Dias antes, porém, um auxiliar informou ao empresário que ele não comparecia aos compromissos devido a dores decorrentes de uma cirurgia.
No entanto, de acordo com a ação divulgada pela coluna F5, da Folha de S. Paulo, a justificativa mudou posteriormente. O documento menciona que a ausência passou a ser atribuída a um compromisso profissional com a Band e confirma a devolução dos valores antecipados.
Sem a resolução do caso, o empresário passou a questionar as explicações apresentadas e disse que o apresentador publicou stories de um churrasco em outra cidade no mesmo dia em que ocorreria o jogo.
Na ação, o advogado Luiz Maestro afirmou que "ao cancelar o evento sem motivo justo, o apresentador gerou imensuráveis transtornos e dissabores para o autor do processo. Fazendo-o passar por vexame e vergonha frente à sua família, amigos e empresários da cidade".
O que diz a defesa de Neto?
À Justiça, o ex-jogador negou que tenha firmado qualquer contrato com o empresário. Não houve autorização, ciência ou anuência, declarou. A defesa sustentou que não houve convite formal, definição de agenda ou aceite para participação em evento privado.
Os representantes alegam, ainda, que o empresário transformou o jogo festivo em um evento comercial, com exploração indevida da imagem do apresentador.

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