Futebol nacional

Após epopeia por terra, céu e água, Gama defende invencibilidade na Série D

Com fadiga acumulada após deslocamento com avião, ônibus e travessia de balsa para jogar na Copa Centro-Oeste, alviverde retorna ao Bezerrão com apenas um treino e aposta no entrosamento para enfrentar o Inhumas

Elenco do Gama após atravessar o Rio Tocantins de balsa: time encarou viagem de mais de três dias em ida e volta antes de entrar em campo na Série D -  (crédito: Divulgação/Gama)
Elenco do Gama após atravessar o Rio Tocantins de balsa: time encarou viagem de mais de três dias em ida e volta antes de entrar em campo na Série D - (crédito: Divulgação/Gama)

Invicto na temporada 2026, o Gama chega para o duelo deste sábado (11/4), às 19h30, contra o Inhumas, pela Série D do Campeonato Brasileiro, com a fadiga acumulada de uma viagem com travessias por terra, céu e água, incluindo um deslocamento de balsa. Com pouco tempo de recuperação após encarar um deslocamento de mais de 72h, em ida e volta, para vencer o Tocantinópolis na Copa Centro-Oeste, o alviverde aposta no entrosamento para manter os 100% de aproveitamento no torneio nacional e lidar com os percalços do multiplo calendário de competições.

Para chegar até Tocantins e entrar em campo no regional, o Gama encarou um trajeto digno do tamanho continental do Brasil. O perrengue começou ainda na inda. O elenco do Periquito madrugou na segunda-feira (6/4) para encarar um voo de 1h30, em direção à escala de Belo Horizonte. Da capital mineira, o elenco encarou mais três horas de deslocamento aéreo até desembarcar em Marabá, município do Pará. O grupo alviverde ficou na região e, na terça-feira (7/4), realizou o primeiro treinamento da semana antes de seguir viagem.

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Desta vez por via terrestre, o Gama viajou por três horas até chegar a Porto Franco, no Maranhão. O pernoite no município antecedeu um dos principais desafios da aventura. Para chegar em Tocantinópolis, o alviverde fez a travessia do Rio Tocantins, o segundo maior curso de água 100% brasileiro, de balsa. Além da epopeia do deslocamento, o alviverde se desdobrou no gramado para vencer o time da casa de virada, por 2 x 1, com gols de Kennedy e Ramon, e manter a liderança do Grupo B e os 100% de aproveitamento na Copa Centro-Oeste.

Os três pontos estavam ganhos em campo, mas ainda não em deslocamento. Falta a volta ao Distrito Federal, com novas escalas previstas. Primeiro, o Gama enfrentou oito horas de deslocamento de ônibus para transferir-se para Palmas, capital do Tocantins. De lá, mais um voo com escala: o elenco viajou para o Aeroporto de Viracopos, em São Paulo. Depois disso, enfim, seguiu para Brasília. Em torneios como a Copa Centro-Oeste e a Série D do Brasileirão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) costuma ser a responsável pelas logísticas de viagem.

Volta de um, pensando em outro

Mesmo durante a viagem de volta da vitória diante do Tocantinópolis, o Gama estava com o desafio ante o Inhumas em mente. Durante o deslocamento, os fisioterapeutas do clube aproveitaram o tempo de espera entre as escalas para tratar os atletas, pensando na recuperação física visando o jogo de sábado (11/4). O grupo gamense fez apenas um treinamento na sexta-feira (10/4), já em casa, na preparação para duelar com os goianos.

A logística desafiadora de passar por seis estados durante os trajetos de ida e volta, no entanto, rendeu boas histórias aos aventureiros do Gama. Ativo nas redes sociais, o goleiro Renan Rinaldi registrou as histórias em fotos e vídeos para os seguidores. Ao Correio, compartilhou a experiência e o sentimento de gratidão e dever cumprido. “Foi uma experiência diferente. Uma viagem longa e cansativ mas que levamos como diversão e com alegria, porque é algo que ficará marcado em todos nós”, contou o herói da conquista do título do Campeonato Candango nos pênaltis.

Viajar de balsa não foi uma experiência inédita para o goleiro. Quando mais novo, Renan fez travessias ao lado do pai. Desta vez, com os companheiros de profissão, destacou a união entre os jogadores e a leveza para deixar a situação mais tranquila. “É importante enfatizar a união do grupo, porque independentemente do que passamos, fizemos isso juntos. Na boa e na ruim estaremos juntos”, ressaltou o goleiro.

Ciente da importância de vencer o deslocamento e conquistar três pontos na epopeia fora do Distrito Federal, até o Gama brincou com a situação. Tradicionalmente registrando a comemoração dos jogadores nos vestiários, a foto da vitória nas redes sociais foi diferente e eternizou a delegação após a travessia ao Rio Tocantins. Mesmo com a fadiga como adversária, o elenco alviverde comemora a volta para casa e espera fazer do Bezerrão um porto seguro para manter a invencibilidade diante do Inhumas.

*Estagiária sob a supervisão de Danilo Queiroz

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postado em 10/04/2026 20:22
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