
A Justiça do Paraguai determinou, nessa segunda-feira (13/4), a prisão preventiva da empresária Dalia López, investigada por fornecer documentos falsificados a Ronaldinho Gaúcho. O juiz Francisco Acevedo justificou a medida ao apontar "risco de fuga" no andamento do processo relacionado ao episódio ocorrido em 2020, em Assunção.
Localizada na capital paraguaia após seis anos foragida, Dalia estava sob custódia em uma unidade policial desde o dia 2 de abril. Agora, com a decisão judicial, a empresária deverá permanecer em prisão preventiva em Emboscada, município situado a aproximadamente 35 quilômetros de Assunção.
Contra a empresária pesam acusações de produção de documentos públicos falsos e associação criminosa. Durante a operação na residência onde vivia, no dia 2 de abril, agentes apreenderam mais de 200 mil dólares em dinheiro.
Caso Ronaldinho Gaúcho
A ligação com o caso teve início quando Dalia López organizou a visita do ex-jogador e de seu irmão e empresário, Roberto Assis Moreira, ao Paraguai para participação em evento beneficente. De acordo com a investigação, a empresária forneceu documentos falsos à dupla para entrada no país.
Ronaldinho e Roberto Assis acabaram detidos assim que chegaram ao Paraguai, ainda em Assunção, após apresentarem passaportes e documentos de identidade falsos. O ex-jogador permaneceu em regime fechado por quase um mês.
Posteriormente, ainda em 2020, a Justiça autorizou a prisão domiciliar do ex-jogador mediante pagamento de fiança no valor de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,3 milhões, na cotação da época). Ele, então, foi transferido para um hotel de luxo na capital. Os irmãos só conseguiram deixar o país cerca de cinco meses após a detenção.
Na ocasião, Dalia também respondia às acusações, mas permanecia foragida e sem registros oficiais de localização até a recente captura.

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