Tênis

Conheça o tenista brasiliense Felipe Mamede, aprendiz de Del Potro

Destaque no Roland-Garros Junior Series, o jovem talento de 16 anos conta como um encontro memorável com o ídolo argentino em São Paulo embala o sonho de disputar o torneio júnior em Roland Garros

Felipe Mamede estreia nesta quarta-feira no Roland Garros Series Junior, em São Paulo: o torneio vale vaga para o evento no saibro francês -  (crédito:  Guido Bompan/FFT)
Felipe Mamede estreia nesta quarta-feira no Roland Garros Series Junior, em São Paulo: o torneio vale vaga para o evento no saibro francês - (crédito: Guido Bompan/FFT)

Com início nesta quarta-feira (15/4), em São Paulo, o Roland-Garros Junior Series by Renault abre as portas para a nova geração do tênis sul-americano. O torneio garante ao campeão uma vaga direta na chave principal juvenil do Grand Slam francês. A competição, com término no próximo dia 19 reúne 32 atletas da categoria sub-17 (16 no masculino e 16 no feminino), todos nascidos de 2009 a 2012. Entre os destaques da chave masculina está o brasiliense Felipe Mamede, de 16 anos. A ESPN e a Disney+ anunciam a transmissão.

"Tenho expectativas boas para essa semana. Estou jogando um bom nível de tênis e tenho chance de brigar pelo título. É claro que todo mundo aqui quer quer muito vencer e se classificar para Roland Garros. Acredito que está bem competitivo. Eu diria que muita gente tem reais chances de ganhar esse torneio, então esse ambiente está bem legal", afirmou Mamede.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

A última segunda-feira reservou um encontro especial para os jovens atletas. A visita de Juan Martín del Potro. Campeão do US Open em 2009 e embaixador do torneio, o argentino de 37 anos compartilhou a experiência com a nova geração.

Para Felipe Mamede, o momento foi memorável. Del Potro é uma das maiores referências no esporte. O brasiliense lembra, inclusive, a experiência de ter visto o ex-número 3 de perto em uma viagem para acompanhar Roland Garros em 2017.

"Ele me deu umas dicas, a gente conversou um pouco durante o treino, e eu tirei uma foto com ele. No fim, mostrei foto que tirei dele jogando, quando fui assistir a um jogo dele em Roland Garros em 2017. Eu tinha 7, 8 anos. E daí eu mostrei para ele a foto. O cara rachou o bico. Ele é muito gente boa. É muito legal conhecer um cara que. antes, para mim, só apareceria na televisão. Para mim, a direita dele é uma das melhores direitas da história”.

Brasília sustenta uma tradição no torneio. O atual campeão, Pedro Chabalgoity, é nascido na capital. Agora, a missão de manter o título no Distrito Federal cabe a Mamede. O tenista estreia nesta quarta-feira (15/4) em um duelo contra o parceiro de treino, Carlos Lino. A partida está programada para ser o quinto jogo da quadra 3 e deve começar às 17h.

  Fotos para matéria. Créditos: Guido Bompan/FFT
Felipe Mamede treina observado por Juan Martin Del Potro, de camisa verde no fundo da quadra (foto: Guido Bompan/FFT)

Embora o Roland-Garros Junior Series seja disputado no saibro, Mamede revela que sua preferência ainda é a quadra dura. No entanto, como um legítimo representante do tênis brasileiro, ele admite ter grande afinidade com a terra batida.

“Eu particularmente prefiro jogar na quadra rápida. O meu estilo de jogo e o que eu gosto encaixa mais para a quadra rápida. Mas crescendo em Brasília e no Brasil, eu sempre joguei muito no saibro também, e me sinto confortável. Faz um tempo que eu venho treinando e jogando nessa superfície, e o jogo muda completamente”, disse o atleta de Brasília.

Mamede também ressaltou o impacto de tenistas como João Fonseca no cenário internacional. Para ele, o sucesso de brasileiros serve como um espelho, provando que alcançar a elite do esporte é possível.

"É um sentimento bom no sentido de que, os caras têm dois braços, duas pernas e uma cabeça e eles chegaram lá. Então, dá uma esperança, eles traçam um caminho e nos inspiram nesse sentido. Se os caras estão fazendo, dá para fazer e vamos chegar lá. Assim cada vez mais um jogador vai inspirando o outro”, vislumbrou Mamede.

Hoje morando no Rio de Janeiro, Mamede cita a grande diferença entre jogar na “altitude” de 1172 m de Brasília e no nível do mar. O tenista diz que devido a elevação, a capital federal é responsável por formar jogadores com a técnica apurada..

“É absurda a diferença. É totalmente diferente. Foi um dos motivos que me fez ir pro Rio, inclusive, foi a questão da altitude de Brasília. Porque acaba que no nível do mar você consegue desenvolver melhor o jogo, a partida é mais física ali no Rio. E a realidade da maioria dos torneios é ser no nível do mar. Então tem me ajudado bastante a desenvolver mais essa parte mais física do jogo. E acaba que em Brasília ajuda muito o jogador desenvolver tecnicamente. Porque se a técnica não for boa, é difícil jogar na altitude porque é muito rápido. Então tecnicamente, Brasília é conhecida por formar bons jogadores técnicos”, diz o atleta de 16 anos.

*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

  • Google Discover Icon
postado em 14/04/2026 18:50 / atualizado em 14/04/2026 18:58
x