LUTO

Oscar, maior ídolo do basquete brasileiro, morre aos 68 anos

Maior pontuador da história olímpica, ex-atleta enfrentava câncer no cérebro desde 2011. Ele passou mal hoje cedo e precisou ser internado às pressas no interior de São Paulo

O basquete brasileiro perdeu um de seus maiores nomes nesta sexta-feira (17/4). Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após ter um mal-estar.

Em nota, a assessoria e a família do do atleta se pronunciaram: "É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida."

Wanderlei Pozzembom/CB/D.A Press -
Reprodução/Instagram -
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Em 2011, foi diagnosticado com câncer no cérebro. Passou por cirurgias, mas a doença persistiu. Em 2022, anunciou que havia interrompido por conta própria o tratamento de quimioterapia. Após repercussão, esclareceu a situação e disse que estava curado.

Trajetória brilhante

Conhecido como Mão Santa, Oscar construiu uma trajetória histórica no esporte. Ao longo de mais de 25 anos como profissional, tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com mais de 49 mil pontos marcados em competições oficiais.

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, e se destacou mundialmente pela precisão nos arremessos e pela capacidade ofensiva. Sua carreira inclui passagens por clubes no Brasil e no exterior, além de uma atuação marcante com a seleção brasileira.

Pelo Brasil, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior cestinha da história da competição, com mais de mil pontos anotados. Entre os momentos mais emblemáticos está a atuação nos Jogos de Seul, quando marcou 55 pontos em uma única partida, estabelecendo um recorde olímpico.

Além disso, Oscar conquistou o bronze no Mundial de 1978 e encerrou a trajetória pela seleção com milhares de pontos em centenas de partidas, se consagrando como um dos maiores atletas da história do país.

Segundo a assessoria, o funeral de Oscar será "de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento".

Confira a íntegra da nota divulgada pela assessoria e família de Oscar

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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