Karolina Polizos tem 15 anos e dá sinais de que pode furar o teto do salto ornamental brasileiro. No primeiro dia do Campeonato Brasileiro da modalidade, no Centro Olímpico e Paralímpico do Gama, a jovem foi o grande destaque ao atingir uma pontuação que, na prática, a colocaria no pódio do Mundial Júnior.
No trampolim de 1m, Karolina somou 375 pontos, marca que seria suficiente para o terceiro lugar na última edição do Campeonato Mundial Júnior, em 2024, na categoria até 18 anos.
“Fiquei muito feliz com o resultado. Treinei muito para essa competição, e as notas foram muito boas. Foi a maior pontuação da minha vida nesta prova. Não tinha tanta expectativa, pois não é minha prova preferida, então estou ainda mais satisfeita”, comemorou Karolina.
A trajetória ajuda a explicar a naturalidade com que ela aparece entre as principais promessas da modalidade. O Correio contou a história de Karolina em 2025. Nascida nos Estados Unidos, filha de mãe brasileira e pai grego, cresceu no ambiente aquático com um pai nadador profissional.
Hoje, Karolina defende o Brasil por escolha própria e tem no currículo um diferencial relevante: é treinada por Steele Johnson, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, que acompanha de perto sua evolução.
O desempenho em Brasília não só confirmou o potencial como também abriu caminho para voos maiores. A pontuação lhe garantiu vaga no Campeonato Mundial Júnior, em agosto, na Croácia, e a coloca como candidata real a brigar por medalha.
O desempenho de Karolina também encontra respaldo fora das notas. Treinador da atleta, o americano Steele Johnson vê na jovem um nível de maturidade incomum para a idade. Segundo ele, a consistência e a confiança apresentadas na prova são sinais claros de que ela pode ir longe no cenário internacional.
A avaliação do americano sobre o cenário encontrado no Brasil também é positiva. Ele destaca o crescimento técnico da nova geração, especialmente entre os atletas mais jovens, que já demonstram regularidade e segurança em níveis elevados de execução.
“Ver alguém tão jovem competir com esse nível de consistência e confiança é muito empolgante. Ela tem uma carreira muito longa pela frente”, analisou, antes de elogiar a infraestrutura do Centro Olímpico e Paralímpico do Gama, com equipamentos de ponta, na linha dos de Los Angeles-2028. “Mesmo nos Estados Unidos, nem toda cidade tem algo desse nível. Isso ajuda a atrair novos praticantes e fortalece a base”, destacou Steele.
Entre os homens, Victor Molin e Pietro Costa garantiram vaga no Mundial Júnior no trampolim sincronizado de 3m. Na categoria adulta, Ingrid Oliveira obteve índice para os Jogos Sul-Americanos na plataforma de 10 metros.
*Com informações da Saltos Brasil, a Confederação Brasileira de Saltos Ornamentais
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