
No Ginásio Nilson Nelson, a Torcida Uni é o coração pulsante do Brasília Basquete. Atuando como um verdadeiro sexto jogador, a organizada incendeia a atmosfera e exerce uma pressão constante que intimida qualquer adversário. Essa sinergia não é apenas emocional, mas estatística. Sob esse apoio vibrante, o time alcançou uma regularidade invejável, e sofreu apenas duas derrotas em 19 jogos durante a temporada regular.
Com o apoio incondicional da Torcida Uni, fundada em 2009, o Brasília Basquete inicia a caminhada nas quartas de final nesta terça-feira (5/5), às 20h30, no Ginásio Nilson Nelson. O confronto abre a série melhor de cinco contra o Flamengo em um clima de decisão.
Para Bruno Doberstein, de 35 anos, presidente da Uni e torcedor da franquia desde a infância, o desafio é imenso. Apesar da confiança, ele projeta confrontos duríssimos contra a equipe carioca.
“Vai ser uma série resolvida nos detalhes. Caso passemos do Flamengo, ganhamos muita moral para ir à semifinal, mas eu também acredito que seja um passo de cada vez. Faz muito tempo que não chegamos tão longe nos playoffs. Já é uma vitória termos passado das oitavas", celebra.
O destino agora traz um reencontro emblemático. Foi justamente na temporada 2009/2010 que o Brasília conquistou seu primeiro título do NBB, superando o próprio Flamengo em uma final histórica. Dezessete anos depois, o clima de revanche e nostalgia serve de combustível para as quartas de final no Nilson Nelson.
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Na temporada 2025/2026, Bruno esteve no Nilson Nelson em 18 dos 21 jogos do Brasília. Para ele, a sensação é de esperança ao ver as arquibancadas se enchendo com o time em alta. “Acompanhei o basquete aqui na época em que tivemos recorde de público do basquete brasileiro, em 2007, contra o Flamengo, com mais de 24 mil pessoas no Nilson Nelson", conta.
Bruno viveu grandes momentos com o Brasília Basquete; um deles foi a final em jogo único do NBB da temporada 2011/12 contra o São José, ano em que a franquia chegou ao tricampeonato.
“Fomos até a final em Mogi das Cruzes, que ganhamos em jogo único contra o São José numa apresentação memorável do Guilherme Giovannoni, no dia do aniversário dele. Depois do fim da partida, fomos com a diretoria do Brasília e com os jogadores a uma churrascaria para comemorarmos todos juntos. Foi algo mágico, eu guardo com muito carinho”, relata.
Antes de todos os jogos, a torcida Uni não mede esforços para convocar pessoas ao Ginásio Nilson Nelson. Bruno conta que é como uma tática de guerrilha para mobilizar o pessoal a comparecer aos jogos.
“Sempre tentamos fazer uma lista antes, chegar mais cedo, comprar a chuva de prata, o sinalizador para fazer uma festa antes dos jogos. Mandamos mensagem para os membros, além disso temos um WhatsApp e Instagram da torcida”, explica.
Entre os desafios para convocar pessoas para assistir aos jogos do Brasília no Nilson Nelson, Bruno cita os horários dos jogos e o preço do estacionamento. “Nesta temporada, o principal obstáculo tem sido os horários à noite, muita gente estuda, tem gente que trabalha, que prefere ir para casa descansar", compartilha.
Há outro empecilho para a Torcida Uni: "Falta um estacionamento gratuito. Acaba se tornando muito cara ir ao jogo. Se você comprar o ingresso e pagar o estacionamento, é um custo relativamente alto para um esporte que, infelizmente, não é tão visado aqui em Brasília, não como um dia já foi”, lamenta Bruno.
Os ingressos para a partida desta terça-feira (5/05) estão disponíveis para venda por meio do aplicativo do Brasília Basquete para smartphone.
Programe-se
Brasília Basquete x Flamengo
1º jogo das quartas de final do NBB
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF)
Quando: Terça-feira (5/5), às 20h30
Transmissão: SporTV
Ingressos: via aplicativo Brasília Basquete
*Estagiário sob a supervisão de Victor Parrini
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