
O tapete verde da Puskás Arena, em Budapeste, será estendido, neste sábado (30/5), às 13h, para a final da Liga dos Campeões entre Paris Saint-Germain e Arsenal, mas poderia receber uma minicerimônia de abertura da Copa do Mundo. Entre franceses, portugueses, espanhóis, brasileiros, ingleses e representantes de outros oito países, os dois times colocam em campo 29 convocados para o torneio da Fifa e transformam a principal decisão do futebol europeu em uma prévia da maior competição do planeta bola. SBT, TNT e HBO Max (streaming) transmitem.
As bandeiras mais numerosas na decisão serão as da França, de Portugal e da Espanha. Os franceses lideram a contagem com seis convocados: Ousmane Dembélé, Bradley Barcola, Désiré Doué, Warren Zaïre-Emery e Lucas Hernández pelo PSG, além do zagueiro William Saliba, o único franco a serviço do Arsenal.
O clube parisiense praticamente emprestará um setor inteiro para Portugal, com o meio-campo formado por Vitinha e João Neves, o lateral Nuno Mendes e o atacante Gonçalo Ramos. Os espanhóis estarão divididos entre os dois finalistas: o goleiro David Raya, o volante Martín Zubimendi e o meia Mikel Merino defenderão o Arsenal, enquanto Fabián Ruiz vestirá a camisa do PSG.
O Brasil terá três representantes na decisão. Capitão da Seleção e único brasileiro do PSG convocado — Beraldo ficou de fora —, Marquinhos tentará erguer a taça europeia antes de embarcar para a terceira Copa da carreira. O zagueiro terá o parceiro de zaga na Amarelinha, Gabriel Magalhães, e o ponta Gabriel Martinelli como inimigos íntimos do lado inglês da força. A Inglaterra deposita as esperanças em quatro boleiros dos Gunners: Bukayo Saka, Declan Rice, Eberechi Eze e Noni Madueke.
A volta ao mundo da decisão não para aí. O PSG contará com o marroquino Achraf Hakimi, semifinalista da Copa de 2022, o sul-coreano Lee Kang-in e o senegalês Ibrahim Mbaye, incluído na pré-lista do país para o Mundial. O Arsenal responde com o holandês Jurriën Timber, o alemão Kai Havertz, o belga Leandro Trossard, o norueguês Martin Ødegaard e o sueco Viktor Gyökeres. Somadas, as bandeiras espalhadas pelos dois finalistas transformam Budapeste em uma espécie de sala de espera da Copa do Mundo.
Honra ao batismo
Com a final entre Arsenal e Paris Saint-Germain, a Liga dos Campeões volta a honrar o batismo recebido em 1992/1993. Após seis temporadas, a principal competição interclubes do planeta reunirá dois campeões nacionais da mesma temporada e abrirá possibilidade para dobradinha inglesa ou francesa.
A última decisão da Champions com dois vencedores nacionais da temporada havia sido em 2020, quando o Bayern de Munique de Robert Lewandowski derrotou o Paris Saint-Germain de Neymar e Mbappé na final disputada em Lisboa.
O Arsenal encerrou jejum de 22 anos sem conquistar a Premier League. A última taça havia sido levantada em 2003/2004, justamente na histórica campanha invicta dos "Invincibles", comandados por Arsène Wenger. O Paris Saint-Germain também garantiu o título francês de maneira antecipada. A equipe dirigida por Luis Enrique conquistou a Ligue 1 com uma rodada de antecedência e alcançou o quinto troféu consecutivo do campeonato nacional, o 14º da história do clube parisiense.
A decisão em Budapeste ainda adiciona um componente histórico raro ao confronto entre ingleses e franceses, vizinhos separados pelo Canal da Mancha. Arsenal e PSG disputarão a primeira final da Champions entre clubes de duas capitais diferentes em 55 anos. A última ocorreu em 1971, quando o Ajax, de Amsterdã, venceu o Panathinaikos, de Atenas.
O Arsenal tentará conquistar a Champions League pela primeira vez e entregar ao futebol inglês o 16º título europeu, com sete clubes diferentes — Liverpool, Manchester United, Chelsea, Nottingham Forest, Manchester City e Aston Villa. De quebra, os Gunners tentarão fechar a tríplice coroa inglesa. O país faturou os outros dois títulos continentais, com o Crystal Palace na Conference League e o Aston Villa na Europa League.
A França busca a terceira taça continental — a segunda do Paris Saint-Germain, depois do caminho aberto pelo Olympique de Marseille em 1992/1993.
O PSG tem a dura missão de defender o título. Desde a mudança de formato da competição, apenas o Real Madrid alcançou a façanha ao empilhar as conquistas de 2016, 2017 e 2018 sob comando de Zinedine Zidane.

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