Em 25 de outubro de 2020, um garoto criado em Samambaia estreava profissionalmente pelo Santos na derrota por 3 x 1 para o Fluminense, no Maracanã, promovido pelo técnico Cuca. Aos 15 anos, Ângelo Gabriel transformava-se no segundo jogador mais jovem a vestir a lendária camisa do Peixe, atrás apenas de Coutinho — debutou aos 14 — e à frente do Rei Pelé. Foram 129 partidas, cinco gols e 10 assistências antes da venda ao Chelsea.
No futebol europeu, porém, o atacante não conseguiu se firmar durante o empréstimo ao Strasbourg, da França, e acabou negociado com o Al-Nassr, da Arábia Saudita. O que parecia início de desaparecimento precoce no mapa da bola virou reinvenção. Sob comando de Jorge Jesus, o ponta-direita de origem passou a atuar também como meia, ganhou protagonismo no sistema ofensivo e participou diretamente da campanha do título saudita conquistado nesta quinta-feira (21/5) ao lado de Cristiano Ronaldo, Sadio Mané, João Félix e companhia. Foi o primeiro troféu erguido pelo brasiliense como profissional.
O abraço em Cristiano Ronaldo após o apito final da goleada sobre o Dhamk, na última rodada do Campeonato Saudita, ajuda a explicar parte do processo. Estiveram juntos em campo 56 vezes nas últimas duas temporadas, período em que o astro português marcou três gols após passes do brasiliense, que ajudaram o Al-Nassr a encerrar jejum de seis anos sem a conquista da liga nacional.
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Ângelo é uma das joias reveladas pela escolinha Menino da Vila DF. Começou a levar o futebol a sério em 2012, aos oito anos, nos gramados da Celacap, clube da Novacap, no SIA. “No primeiro treino, notamos que ele tinha habilidade e velocidade acima da média”, relembra o professor Carlos Roberto, o Betinho, responsável pela formação inicial do atacante ao lado de Flávio Bastos.
Betinho recorda que Ângelo brilhou logo no primeiro campeonato importante, a tradicional Copa Dente de Leite. “No ano seguinte, apresentamos ao Santos para testes nas categorias de base. Ele foi aprovado rapidamente. Mostrou o perfil do clube: jogador rápido, habilidoso, irreverente e com muita qualidade técnica”, afirma. Palmeiras, Athletico-PR, Cruzeiro e Desportivo Brasil também tentaram tirar o atacante do Distrito Federal.
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O troféu erguido nesta quinta-feira foi o 11º da história do clube de Riade. Cristiano Ronaldo terminou a campanha como terceiro principal goleador, com 26 em 29 partidas. Ivan Toney, do Al Ahli, puxa a fila com 32. Ângelo contribuiu diretamente com quatro bolas na rede e seis assistências. Na rodada decisiva, CR7 marcou duas vezes, chegou a 973 comemorações oficiais na carreira e ficou a 23 do histórico milésimo. Aos 41 anos, o português agora soma 36 títulos na galeria, incluindo três Campeonatos Ingleses, dois Espanhóis, dois Italianos e cinco Liga dos Campeões.
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