FUTEBOL

Inglaterra pode conquistar os três títulos europeus da temporada

Troféu da Europa League, faturado pelo Aston Villa nesta quarta-feira (20/5), abre caminho para Arsenal e Crystal Palace ampliarem domínio da Premier League na Champions e na Conference

A festa dos torcedores britânicos que viajaram até Istambul para assistir ao título do Aston Villa na Europa League -  (crédito: Andrej Isakovic/AFP)
A festa dos torcedores britânicos que viajaram até Istambul para assistir ao título do Aston Villa na Europa League - (crédito: Andrej Isakovic/AFP)

Berço do futebol moderno, a Inglaterra ensaia nova expansão do próprio império sobre o Velho Continente. Nesta quarta-feira (20/5), em Istambul, o Aston Villa derrotou os alemães do Freiburg por 3 x 0 na decisão da Europa League e abriu caminho para uma façanha rara: a possibilidade de os ingleses conquistarem os três títulos continentais organizados pela Uefa na mesma temporada.

Competição nacional mais rica e badalada do planeta bola, a Premier League agora torce pelos sucessos do Arsenal na final da Champions League contra o Paris Saint-Germain, em 30 de maio, na Hungria, e do Crystal Palace na decisão da Conference League diante dos espanhóis do Rayo Vallecano, três dias antes.

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Jamais um país conquistou simultaneamente os três torneios continentais organizados pela Uefa. Embora tenha sido disputada pela primeira vez apenas em 2022, a Conference League já se transformou em terreno fértil para os ingleses. O título do Aston Villa foi o terceiro de um clube da Premier League na competição.

Em 2023, o West Ham derrotou a Fiorentina e inspirou o compatriota Manchester City na dobradinha continental com a conquista da Champions League sobre a Internazionale. Dois anos depois, o Chelsea atropelou o Betis por 4 x 1 e ampliou a coleção inglesa no torneio.

De 2010 para cá, apenas Inglaterra e Espanha conseguiram monopolizar simultaneamente a Champions League e a Europa League. Os espanhóis iniciaram a sequência em 2014, com Sevilla e Real Madrid. Na temporada seguinte, o clube andaluz manteve a hegemonia no segundo principal torneio continental, enquanto o Barcelona dominava a elite europeia.

Em 2016, Sevilla e Real repetiram a dobradinha. Dois anos depois, os astros de Madri voltaram a se alinhar para Atlético e Real. O futebol inglês reproduziu o domínio em 2019, quando Chelsea e Liverpool conquistaram, respectivamente, a Europa e a Champions League.

Para conquistar a Europa League, o Aston Villa contou com um especialista. Três vezes campeão com o Sevilla (2014 a 2016) e uma vez com o Villarreal (2021), Unai Emery orquestrou o time de Birmingham ao título inédito. 

A presença de três clubes ingleses nas finais continentais não é mera coincidência: é acompanhada pelo crescimento da ricaça Premier League. Impulsionados por contratos bilionários de televisão, estádios lotados e capacidade de investimento superior à maioria dos rivais europeus, os britânicos passaram a formar elencos profundos o suficiente para competir simultaneamente em diferentes frentes.

O domínio inglês no continente também aparece nos números do mercado. Finalista da Champions League, o Arsenal ostenta o terceiro elenco mais valioso do planeta, avaliado em 1,23 bilhão de euros pelo Transfermarkt, atrás apenas de Real Madrid e Manchester City. Campeão da Europa League, o Aston Villa iniciou o torneio com o segundo plantel mais caro da competição: 547,5 milhões de euros, superado justamente por outro inglês, o Nottingham Forest.

O valor de mercado da equipe de Birmingham, inclusive, seria suficiente para colocá-la entre os principais elencos da própria Champions. Na Conference League, o cenário se repete: o Crystal Palace lidera a lista de equipes mais valiosas do torneio, avaliado em 541 milhões de euros.

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postado em 20/05/2026 18:09 / atualizado em 20/05/2026 18:14
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