
No embalo da semana vitoriosa da Seleção feminina em Brasília, o time masculino do Brasil estreou na Liga das Nações de Vôlei (VNL) com vitória por 3 sets a 1, contra o Irã. As parciais foram de 25/21, 25/23, 25/15 e 25/23. No Ginásio Nilson Nelson, a noite desta quarta-feira (10/6), foi agitada. Com uma disputa acirrada contra os iranianos, os brasileiros contaram com o apoio da torcida presente para conquistar no quarto set o triunfo sobre os adversários asiáticos.
Em Brasília, Bernardinho deu o pontapé inicial para o ciclo de Los Angeles-2028. Com o Campeonato Sul-Americano mais à frente, o carioca revelou usar a Liga das Nações como teste e termômetro para a disputa continental. Disputado entre 8 e 20 de setembro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o torneio valerá vaga direta para as Olímpiadas. Após uma eliminação precoce no mundial de Filipinas em 2025, nesta temporada o comandante brasileiro busca a reconstrução do grupo para o principal objetivo: o passaporte para os Jogos Olímpicos.
As maiores pontuações do jogo ficaram para os opostos. Entretanto, Darlan se sobressaiu na estatística. Dono do ponto da vitória brasileira, o camisa um da Seleção finalizou a partida com 18 bolas convertidas, enquanto Haji marcou 17 pontos.
O jogo
Com Darlan, o Brasil abriu a parcial do jogo. Logo de início, ficou claro que a disputa contra os iranianos seria um grande desafio. A reta inicial começou com o famoso “lá e cá”, uma partida equilibrada e acirrada. O ponta Haghparast estava forte no saque, fundamento no qual a Seleção teve três erros seguidos. Com um grupo jovem, o Irã mostrou força e potência no ataque. O bloqueio brasileiro no entanto, estava armado, um verdadeiro paredão. O Brasil cresceu a partir do 19º ponto e, com 25/21, ganhou um primeiro set bastante disputado.
Na beira da quadra, um Bernardinho agitado. Os asiáticos começaram a segunda parcial mais atentos às ações do jogo. Naquela etapa, os pontos brasileiros foram construídos em cima dos erros do adversário. O saque foi um fundamento mal explorado por ambas as seleções, falhas constantes e seguidas dos dois lados. Ganharia o set quem fosse mais esperto. O Irã acumulava mais aces, estava mais atento no bloqueio. A Seleção Brasileira empacou na recepção e na defesa. Foi uma longa parcial e os iranianos estavam à frente por um ponto. Por 25/23, os visitantes conquistaram o tempo e empataram o jogo.
Brasil e Irã foi um jogo insano para quem assistia. Apesar de Darlan se destacar na disputa com 11 pontos, o coletivo brasileiro fez a diferença. Lucarelli mandou nove bolas para o chão, Adriano seis e Pinta e Flávio cinco. Do outro lado, o equilíbrio entre os jogadores foi parecido: Haji com 14 pontos e Poriya com 10, os maiores pontuadores do time.
O terceiro set foi com um domínio brasileiro maior. Talvez, naquela altura do confronto, não houvesse mais tanta parte técnica mais em quadra, e sim o instinto e a experiência. Eram 19 pontos da Amarelinha contra 13 do Irã e o cansaço começou a aparecer dos dois lados. Na energia da torcida brasileira, o time de Bernardinho embalou uma sequência positiva no set e com 10 pontos a mais, conquistou o triunfo na parcial por 25 x 15.
O quarto tempo começou com uma atuação semelhante à parcial anterior. Estava 7/7, mas a seleção do Irã marcou o oitavo ponto ao armar o bloqueio e isentar o ataque brasileiro. Durante 1h44 minutos o Brasil e os asiáticos disputaram cada bola do jogo, os rallys se tornaram mais longos e os pontos dignos dos deuses do vôlei. O time de Roberto Piazza abriu cinco pontos à frente e forçou Bernardinho a pedir uma pausa. A distância caiu apenas para dois pontos. Douglas Souza entrou pela primeira vez em quadra, ovacionado pela torcida. Mas, errou no saque, mandando para fora.
No 22/22, os nervos estavam à flor da pele. No Ginásio Nilson Nelson, a arquibancada incendiava a cada ponto, todo lance era motivo de festejar, enquanto ecoavam gritos de “Brasil” no local. Em um rally dramático, o oposto Darlan, após ser bloqueado duas vezes, mandou a bola para o chão, carimbando a vitória brasileira na estreia. Fim de jogo: 25/23.
*Estagiária sob a supervisão de Danilo Queiroz
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