
O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto voltou a chamar a atenção dos fãs de Fórmula 1 nas redes sociais após a repercussão de um vídeo produzido pela Quadrant, empresa britânica que cria conteúdos sobre automobilismo por meio de desafios e bastidores que aproximam o público do universo da F1.
Em um dos trechos que mais repercutiram, Bortoleto participa de um teste de força voltado para a musculatura do pescoço ao lado de um integrante da equipe da Quadrant, colocando em evidência uma das habilidades físicas mais importantes para um piloto da principal categoria do automobilismo.
No desafio, o brasileiro demonstra a força da musculatura cervical ao suportar, com aparente tranquilidade, mais de 40 kg de resistência. Já o outro participante encontra dificuldades para manter o exercício com cerca de 25 kg, evidenciando o alto nível de preparação física necessário para competir na categoria.
Assista:
????| Bortoleto em vídeo para a Quadrant pic.twitter.com/gMpiZEvwCR
— Portal Bortoleto? ???? (@PortalBortoleto) July 29, 2026
O registro faz parte do episódio 24 Hours as an F1 Driver, no qual integrantes da Quadrant passam um dia vivendo a rotina de um piloto profissional. Ao longo da experiência, eles enfrentam sessões de academia, testes de reflexo, partidas de padel e simuladores de corrida para comparar seu desempenho com o do brasileiro, que atualmente defende a equipe Audi na Fórmula 1.
Por que pilotos de F1 treinam tanto o pescoço?
Ao contrário do que muitos imaginam, a musculatura cervical é uma das mais exigidas durante uma corrida. Nas curvas de alta velocidade, frenagens e acelerações, os pilotos são submetidos a forças laterais que podem chegar a 5G ou 6G, ou seja, o equivalente a cinco ou seis vezes a força da gravidade.
Com isso, a cabeça de um piloto, já com o capacete, pesa cerca de 7 quilos, uma força de 5G faz com que ela passe a exercer uma carga equivalente a aproximadamente 35 quilos. Essa pressão tenta deslocar a cabeça para os lados ou para a frente durante praticamente toda a prova.
Por isso, o fortalecimento do pescoço é essencial para manter a estabilidade da visão, permitindo que o piloto continue enxergando corretamente os pontos de frenagem e as tangências das curvas mesmo sob altas cargas de força G. A preparação também reduz o risco de fadiga muscular e ajuda a prevenir lesões na coluna cervical, já que essa carga precisa ser suportada continuamente por até duas horas de corrida.

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