
O Vasco não sabe o que é estar entre os oito melhores de um torneio continental desde a queda para o Corinthians, na Libertadores de 2012. O torcedor sente falta não apenas de uma presença nas quartas de final de uma competição internacional, mas também de um ataque capaz de alimentar esse sonho, como aquele time de Cristóvão Borges, com Diego Souza e Alecsandro.
Gol virou artigo raro para o cruzmaltino: não balança as redes há três jogos. Nesta quinta-feira (20/8), porém, marcar é questão de sobrevivência para avançar às quartas da Copa Sul-Americana. O desafio é o Olimpia, às 19h, no Estádio Defensores del Chaco, com transmissão do Paramount.
O jejum contrasta com os números do Vasco na Copa Sul-Americana. O Cruzmaltino é o segundo time que mais acumula grandes chances na competição, com 31 — atrás apenas do Botafogo, que soma 33. O problema está na hora de transformar volume em gol.
Desde as saídas de Rayan e Pablo Vegetti, ninguém assumiu o protagonismo ofensivo. Spinelli, Nuno Moreira, Brenner, Andrés Gómez, Adson e Loide Augusto vivem fase de pouca inspiração. O resultado é a liderança em oportunidades desperdiçadas: são 23.
A gestão de Pedrinho investiu quase R$ 200 milhões em 12 jogadores para o setor ofensivo nos últimos dois anos. O novato é o argentino Facundo Colidio, que estreou contra o Santos, mas ainda não encontrou as redes. Brenner foi o investimento mais alto, por 5 milhões de euros, seguido por Andrés Gómez e Hinestroza.
Se avançar, o Vasco reencontrará o River Plate. O último duelo entre as equipes foi na semifinal da Copa Mercosul de 2000. Haverá um Brasil x Argentina com São Paulo x Boca Juniors.

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