FUTEBOL FEMININO

Mundial Feminino Sub-20: Brasil inicia caça ao título com brasilienses

A zagueira Ana Beatriz e a técnica Camilla Orlando são os elos do DF com o Brasil na Copa do Mundo da Fifa da categoria, com início neste sábado (5/9), contra a Tanzânia

Camilla Orlando convocará a Seleção Brasileira nesta quinta-feira pela terceira vez no projeto para o Campeonato Sul-Americano Sub-20, em fevereiro -  (crédito: Divulgação/CBF)
Camilla Orlando convocará a Seleção Brasileira nesta quinta-feira pela terceira vez no projeto para o Campeonato Sul-Americano Sub-20, em fevereiro - (crédito: Divulgação/CBF)

O Distrito Federal será representado no gramado e à beira dele na Copa do Mundo Feminina Sub-20. Neste sábado (5/9), a Seleção Brasileira inicia a caminhada no torneio da Fifa, na Polônia, às 10h, contra a Tanzânia, apostando no trabalho da treinadora Camilla Orlando e na evolução da zagueira Ana Beatriz, duas representantes da capital federal em busca do título inédito. Os canais SporTV e CazéTV transmitem a competição.

Camilla Orlando está há um ano e quatro meses à frente da Seleção Sub-20, depois de passagens por Palmeiras, Real Brasília, RB Bragantino, seleção dos Emirados Árabes Unidos e Internacional. A profissional de 41 anos foi a mente por trás do sucesso inédito no Campeonato Sul-Americano da categoria, vencido sobre a Venezuela, em fevereiro.

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Para ela, o diferencial está na integração entre as diferentes categorias até o sub-20, último passo antes da profissionalização. "Essa é uma geração com a formação completa, que jogou os Campeonatos Brasileiros Sub-17 e Sub-20 e a Copinha. São atletas que já transitam no profissional de seus clubes", analisou em entrevista à CBF.

Um dos elos entre o trabalho da comissão técnica e o sucesso dentro de campo também vem do Distrito Federal. Aos 20 anos, a zagueira Ana Beatriz é uma das apostas do Brasil no Mundial.

Revelada pelo Minas Brasília, a jovem nasceu em berço de futebol e herdou do pai a paixão e o talento pelo esporte. Aos oito anos, decidiu que seria, no futuro, uma jogadora profissional e começou a se dedicar à modalidade.

No DF, o primeiro contato com a bola foi dentro das quadras de futsal, na época da escola. Ela defendia o time do Gol de Placa, do Riacho Fundo I. Naquele tempo, a zagueira jogava apenas com meninos, mas ganhou destaque e foi para as categorias de base do Minas Brasília, clube no qual passou seis anos antes de partir para São Paulo.

"Nasci à beira do campo e da quadra. Aos poucos, fui começando a jogar e criando uma paixão pelo esporte, plantando um desejo de virar atleta profissional para realizar o sonho da minha família e dar uma condição melhor para ela", contou à CBF.

Pelo Minas, a brasiliense foi destaque da campanha da equipe no Campeonato Brasileiro Sub-16, em 2020. Naquela edição, o clube terminou em segundo lugar. Em 2021, foi vice-campeão do Campeonato Candango Feminino e terminou o Brasileirão na quarta posição.

No currículo, antes de deixar o DF, Ana acrescentou o título do Mundial dos Jogos Escolares Sub-15, na Sérvia, e somou convocações para a Seleção. Os feitos a levaram a realizar um sonho: vestir a camisa do tricolor paulista, clube que defende até os dias atuais. "Foi uma sensação inexplicável (receber a proposta). Sempre foi um sonho muito grande jogar com a camisa do São Paulo", relembrou.

A brasiliense se tornou referência com a camisa do Brasil e assumiu o espírito de liderança no grupo. Aos 20 anos, Ana Beatriz soma oito convocações e participações no Mundial Sub-17 de 2022 e nos Sul-Americanos Sub-20 de 2024 e 2026.

Agora, Camilla e Ana estarão juntas no principal desafio da categoria. A treinadora terá à disposição uma zagueira que conhece desde as categorias de base e que chega ao Mundial com experiência acumulada nas seleções de formação. Do banco para o gramado, duas candangas carregam parte da história do futebol feminino do DF para a Polônia.

"Conheço a Camila desde pequena, porque ela também é de Brasília. Sempre acompanhei o trabalho dela, pelo Red Bull Bragantino, pelo Palmeiras e quando ela veio para a Seleção. Fico feliz por ter alguém da minha cidade à frente da Seleção Brasileira Sub-20. Eu confio muito no trabalho dela, acredito muito no que ela tem passado para nós", exclamou.

A poucos dias da estreia do Brasil, a zagueira vê a equipe confiante para disputar a Copa. "Estamos nos preparando muito desde 2025. Tivemos amistosos contra seleções fortes, passamos pelo Sul-Americano, que foi um diferencial na nossa trajetória. Tudo isso nos fez entender um pouco mais sobre como será esse Mundial. Sinto que estamos bem preparadas e estou muito feliz por estar aqui", compartilhou.

Entenda a disputa

O torneio reúne 24 equipes distribuídas em seis grupos com quatro integrantes. O Brasil está na Chave B, ao lado de Tanzânia, Canadá e Inglaterra. As seleções se enfrentam dentro dos grupos, e as duas melhores colocadas avançam para a próxima fase. Os quatro melhores terceiros também se classificam. A partir das oitavas de final, o mata-mata será decidido em partidas únicas até a finalíssima, no dia 27 de setembro.

*Estagiária sob a supervisão de Victor Parrini

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postado em 05/09/2026 05:00
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