
O ciclo para torneios continentais como a Liga das Nações 2026/2027, a Euro e a Copa América em 2028 e o Mundial centenário em 2030 começa, hoje, com grifres à beira do campo. Inspirados por Brasil e Inglaterra, liderados, respectivamente, pelos campeões da Champions League Carlo Ancelotti e Thomas Tuchel, França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Equador, México, Itália e Uruguai delegaram a prancheta a figurões.
A troca de bastão mais badalada foi protagonizada pela França. Campeão mundial em 2018 e vice em 2022, Didier Deschamps deixou o cargo após 12 anos. Zinedine Zidane assumiu o papel de treinador depois de cinco temporadas. Campeão do mundo como jogador em 1998 e colecionador de 11 troféus pelo Real Madrid como técnico, entre eles três edições da Champions League, o francês de 54 anos assume a missão de comandar os Bleus.
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À beira do gramado, Zidane terá quatro desafios na primeira Data Fifa. A França enfrentará Turquia, Itália e Bélgica (duas vezes) pela Nations League. Na primeira convocação, ele chamou cinco estreantes: O goleiro Restes (Toulouse), o zagueiro Jacquet (Liverpool), os meias Diouf (Internazionale) e Da Cunha (Como) e o atacante Lepaul (Rennes).
"É a primeira convocação, o primeiro período de treinos, as ideias estavam bem claras. Pode haver um ou dois jogadores que não estão lá (na lista) intencionalmente, devido à falta de tempo de jogo ou pequenas lesões, mas tem sido muito trabalho desde a minha nomeação em 28 de julho", disse Zidane após a convocação.
Na Alemanha, Julian Nagelsmann foi demitido. O ex-treinador de Liverpool e Borussia Dortmund, Jurgen Klopp é o novo técnico da seleção. O campeão da Champions League em 2019 estava sem clube desde a saída do time inglês em 2024. A primeira convocação mostrou personalidade. Jurgen Klopp convocou 44 jogadores.
O treinador optou por dividi-los em duas equipes. A primeira jogará as partidas contra Holanda e Grécia e conta com um plantel de 24 atletas. Os outros 20 estarão à disposição contra a Sérvia e novamente a Grécia pela Nations League. Klopp mesclou jogadores experientes com estreantes para avaliar a postura dos atletas com a camisa da Alemanha.
"Não temos um time principal e um time reserva. Queremos vencer todas as quatro partidas. Ficamos muito impressionados com o talento aqui. Tanto que nem todos conseguiram entrar no elenco principal. Há, também, muitos jovens jogadores extraordinários no sub-21", elogia.
Mais figurões
Outras seleções europeias apostam em nomes badalados. Portugal demitiu Roberto Martínez após a eliminação nas oitavas de final da Copa contra a Espanha e trouxe Jorge Jesus. O português ganhou a Libertadores em 2019 pelo Flamengo e treinou Benfica, Sporting, Al Hilal e Al Nassr antes de assumir a seleção lusitana. Com Cristiano Ronaldo, Portugal terá desafios contra País de Gales, Dinamarca e dois duelos com a Noruega.
A Bélgica também reformulou. Rudi García saiu para a chegada do ex-volante holandês Mark van Bommel. O ex-jogador da Holanda começou a carreira de treinador no PSV. Passou pelo Wolfsburg e pelo Royal Antwerp antes de chegar à seleção belga. Van Bommel terá desafios contra Itália, Turquia e duas vezes contra a França.
A Holanda contratou um espanhol. O ex-jogador e treinador do Al-Sadd e do Barcelona, Xavi Hernández, assume na vaga de Ronald Koeman. Ele é o primeiro estrangeiro a comandar a Laranja Mecânica desde o austríaco Ernst Happel na campanha do vice na Copa de 1978. O diretor da seleção e ex-jogador Nigel De Jong assumiu que Xavi era a terceira prioridade, atrás de Pep Guardiola e de Arne Slot. O espanhol terá Alemanha, Grécia e duas vezes a Sérvia como adversários.
Ausente nas últimas três edições da Copa, a Itália volta a apostar em Roberto Mancini, protagonista do título da Euro-2020, disputada em 2021 devido à pandemia. O treinador sucede a Gattuso. Mancini terá a Bélgica, França e duas vezes a Turquia como adversários.
América
Há reformulação na América Latina. México, Equador e Uruguai investem na experiência. O México confia no ex-zagueiro e ídolo da seleção Rafa Márquez. O Equador buscou o currículo de Marcelo Gallardo, bicmapeão da Libertadores pelo River Plate (2015 e 2018). O Uruguai não conta mais com Marcelo Bielsa e deixou Diego Forlán como treinador interino.
Das 48 seleções da Copa, 20 trocaram de técnicos. Finalistas, a atual campeã Espanha e a vice, Argentina, apostam na continuidade. Os tricampeões apresentaram oferta de renovação a Lionel Scaloni. A Espanha mantém Luís De La Fuente até 2032. A Inglaterra prestigia Thomas Tuchel depois do terceiro lugar ao derrotar a França.
*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima
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