
Pode haver clima de playoff no início da temporada? Brasília e Flamengo mostram que sim. O clássico do Novo Basquete Brasil (NBB), disputado nesta quarta-feira (4/11), no Ginásio Nilson Nelson, correspondeu à expectativa e entregou um grande jogo, com festival de bolas de três, disputas por rebotes e muita emoção. No fim, vitória rubro-negra por 91 x 87.
A derrota foi a terceira consecutiva do Brasília neste início de temporada, depois de a equipe abrir a campanha com três triunfos. O Flamengo começou o NBB com derrota para o Bauru, mas alcançou a quarta vitória seguida.
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Para os amantes dos arremessos de três, a partida foi um prato cheio: 28 bolas convertidas, 14 para cada lado. Mas foram as infiltrações e o domínio dos rebotes que fizeram a diferença para os cariocas. O Flamengo converteu 19 arremessos de dois pontos, contra 14 do Brasília, e terminou com 47 rebotes, diante de 36 dos anfitriões.
O cestinha da partida foi o ala-armador Buiú, do Brasília, com 24 pontos. Yago subiu a nota de corte do Flamengo, com 22. O pivô americano da equipe carioca, Freeman, fez a diferença com 12 rebotes.
O Brasília retorna à quadra do NBB no sábado (7/11), às 17h, quando visita o Caxias do Sul na Serra Gaúcha. No mesmo dia, duas horas depois, a bola sobe para o Flamengo contra o Pato, no Paraná.
O primeiro tempo foi de muita intensidade ofensiva, com amplo domínio do Flamengo. A equipe carioca explorou os rebotes ofensivos, ganhou segundas oportunidades e conseguiu quebrar o ritmo de contra-ataques do Brasília. Também apresentou maior variedade nas ações ofensivas, enquanto os donos da casa insistiram nas bolas de três, mas tiveram baixo aproveitamento e dificuldade para atacar o garrafão.
O Flamengo jogava com mais leveza, enquanto o Brasília parecia pressionado. A equipe da capital tentou explorar as falhas defensivas do adversário no perímetro, mas encontrou dificuldades para transformar essas oportunidades em pontos. O volume de arremessos do time carioca chamou a atenção: foram 40 tentativas a mais, reflexo de uma equipe que buscava constantemente a cesta e sabia que, mesmo em caso de erro, poderia ter uma segunda chance nos rebotes ofensivos.
A vantagem do Flamengo, que chegou a 17 pontos, caiu para apenas dois no segundo tempo. A reação do Brasília, porém, esbarrou novamente nos rebotes ofensivos. Os cariocas chegaram a ter 20 contra apenas cinco dos donos da casa no fundamento, uma diferença de 15 segundas oportunidades. A cada bola recuperada no ataque, o Flamengo convertia, em média, quase um ponto.
A menos de quatro minutos do fim, o Brasília mantinha a desvantagem em apenas dois pontos, em uma demonstração de resiliência. O técnico ajustou a leitura de jogo e buscou alternativas no garrafão para dar mais variedade ao ataque. Quando a equipe parecia prestes a assumir a liderança, porém, o nervosismo pesou e selou o destino.
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