Os chapéus e a cultura viking voltaram ao noticiário do Brasil com o hype sobre a Noruega nesta Copa do Mundo. Após o encontro marcado com a Seleção, no domingo, às 17h, pelas oitavas de final, uma antiga lenda reacendeu uma dúvida: os nórdicos estiveram em território brasileiro antes dos portugueses?
A teoria mais aceita diz que os barcos vikings avançaram pelo Oceano Atlântico, na altura do século X, conquistando territórios hoje conhecidos como a Islândia e a Groenlândia até chegar à costa do Canadá. No entanto, não há provas de que alguma expedição navegou em direção ao sul do mapa. Até mesmo por uma questão de infraestutura das embarcações, que eram abertas, ágeis e relativamente leves, não sendo projetadas para longas viagens.
Da Noruega até a Islândia, por exemplo, são cerca de 850km. Já da Groenlândia até o início do território do Canadá são em torno de 30 quilômetros de distância. A título de comparação, do litoral norte canadense até o Piauí são mais de 7.500km. O estado do Nordeste é um dos que teria recebido os vikings – ao menos na tese do escritor francês Jacques de Mahieu. Afinal, o autor afirmou, na década de 70, que eles navegaram pelo Rio da Prata e influenciaram os indígenas.
Outra história que surgiu, há mais de 120 anos, dava conta que a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, teria inscrição rupestres com assinatura nórdica. No entanto, posteriormente, pesquisadores confirmaram que se tratam de marcas de erosão natural.
Suecos, dinamarqueses e outros também têm herança
Pela proximimidade geográfica, a Noruega tem maior destaque nas histórias marítimas dos vikings. Mas a herança cultural também está presente na Suécia, na Dinamarca, em parte da Finlândia e até em países menores, como Lituânia e Letônia, localizados no Mar Báltico.
O orgulho dos antepassados tem relação com a fama de serem guerreiros desbravadores, destemidos e ótimos navegadores. Além disso, muitos também foram ótimos artesãos e comerciantes, garantindo a evolução dos povos. Por outro lado, os vikings são acusados de terem sido extremamente violentos.
Capacete com chifre é mito
Além da história sem embasamento dos vikings na costa do Brasil, um mito comum é o chifre nos capacetes. Isso surgiu em peças de entretenimento mais recentes, de cordo com historiadadores. Os guerreiros, de fato, usavam proteção, mas sem o chifre.
Durante esta Copa, milhares de norugueses se juntaram em diversos locais nos Estados Unidos para reproduzir a remada. Os momentos mais famosos, claro, foram durante e depois dos jogos nos estádios. Por sinal, com direito a tambor no campo regido pelo capitão Martin Odegaard, craque do Arsenal. O próprio Haaland entrou na brincadeira. O movimento viralizou e ganhou cópias pelo mundo.
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