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Trabalho 60+: como empresas estão se adaptando a profissionais idosos

Aposentadoria não é mais o fim da linha profissional para muitos; entenda o que o mercado de trabalho oferece para a população da terceira idade

A imagem da aposentadoria como um ponto final na carreira está sendo substituída por um cenário de novas oportunidades. Empresas de diversos setores no Brasil estão, cada vez mais, adaptando suas estruturas para atrair e reter talentos com mais de 60 anos, transformando a experiência acumulada ao longo de décadas em um diferencial competitivo.

Esse movimento é impulsionado pela combinação de uma população que envelhece com mais saúde e a necessidade do mercado por profissionais experientes. A chamada "economia prateada" reconhece que a maturidade traz habilidades como inteligência emocional e resiliência. Prova disso é que, segundo dados do Sebrae, mais de 4,3 milhões de pessoas acima dos 60 anos já estão à frente de seus próprios negócios no país.

Com isso, a ideia de que a produtividade diminui com a idade perde força. As organizações percebem que a diversidade etária enriquece o ambiente de trabalho e melhora a resolução de problemas. A presença de profissionais sêniores ajuda a estabilizar equipes e a construir uma cultura corporativa mais sólida.

Apesar do avanço, o etarismo ainda é um desafio. Uma pesquisa da EY Brasil com a Maturi revelou que 91% dos brasileiros acreditam que pessoas com mais de 50 anos enfrentam barreiras para se manter no mercado. Para combater essa percepção, muitas empresas estão implementando iniciativas concretas.

O que as empresas estão fazendo?

Um dos principais atrativos são os modelos de trabalho flexíveis. Muitas vagas oferecidas para o público 60+ incluem jornadas reduzidas, trabalho remoto ou contratos por projeto, permitindo que o profissional concilie a atividade com outros interesses pessoais.

Programas de contratação exclusivos para profissionais sêniores também ganham força, com exemplos como os do Itaú e da Natura. Essas iniciativas buscam ativamente candidatos com vasta bagagem para posições de consultoria, mentoria ou em áreas que demandam conhecimento técnico aprofundado, com processos seletivos adaptados para valorizar a trajetória.

A capacitação é outro pilar fundamental. Companhias investem em treinamentos para atualizar as habilidades digitais desses colaboradores e criam programas de mentoria reversa, nos quais os mais novos auxiliam os mais velhos com tecnologia, enquanto os sêniores compartilham sua experiência em gestão e estratégia.

Para as companhias, a aposta em equipes intergeracionais traz benefícios diretos, como a redução da rotatividade e a formação de um ambiente mais inovador. Do lado dos profissionais, a permanência no mercado vai além da questão financeira, representando uma oportunidade de se manterem ativos, socialmente conectados e com um forte senso de propósito.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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