A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) conta com candidatos aprovados de 578 cidades brasileiras. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (17/3) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante coletiva de imprensa.
Ao todo, foram preenchidas 3.649 vagas em 32 órgãos públicos, com aprovados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Para a ministra, o modelo do concurso unificado se consolida como uma política estruturante. “Buscamos um serviço público com a cara do Brasil, mais diverso e representativo”, afirmou.
Os números indicam avanço na inclusão, segundo a pasta. Entre os aprovados, 40,5% pertencem a grupos como pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência — percentual superior ao registrado na primeira edição, que foi de 33,6%.
A presença feminina também cresceu, passando de 37% para 48,4% nesta edição. No entanto, a distribuição por áreas ainda evidencia disparidades. Mulheres são maioria em setores como seguridade social e saúde (72,7%) e também em cultura e educação (56,1%). Por outro lado, continuam sub-representadas em áreas técnicas, como engenharia e arquitetura (25,8%) e ciência e tecnologia (28,4%). No segmento de desenvolvimento socioeconômico, a participação feminina é ainda menor, com 18,9%.
Regionalmente, o Sudeste lidera em número de aprovados, concentrando 34,5% do total. O Nordeste aparece em seguida, com 29,3%, e ampliou sua participação em relação à edição anterior. O Centro-Oeste soma 25,3%, enquanto Sul (5,7%) e Norte (5,2%) registram os menores percentuais.
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