A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a CAPES, lançou um novo programa voltado ao apoio de mães na carreira acadêmica. O edital do Programa Aurora, publicado na última terça-feira (12/5), prevê a concessão de até 300 bolsas de pós-doutorado para professoras vinculadas a cursos de pós-graduação stricto sensu recomendados pela fundação ligada ao Ministério da Educação.
A iniciativa busca garantir suporte técnico e científico para docentes durante o período da maternidade, permitindo a continuidade das atividades de pesquisa, orientação e produção acadêmica. O investimento total previsto é de R$ 37,4 milhões.
As bolsas terão valor mensal de R$ 5,2 mil e duração de 24 meses. Na prática, o auxílio funcionará por meio da indicação de um pesquisador ou pesquisadora com título de doutorado, que atuará diretamente no apoio às demandas acadêmicas da docente contemplada.
Poderão participar professoras permanentes ou colaboradoras de programas de pós-graduação que estejam grávidas a partir do segundo trimestre, sejam mães de crianças com até dois anos ou tenham formalizado adoção ou guarda para fins de adoção nos dois anos anteriores à inscrição. O edital também contempla mães de filhos com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, sem limite de idade da criança ou adolescente.
Segundo a presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, o programa foi criado para enfrentar desigualdades históricas enfrentadas por mulheres na academia. “A maternidade deve ser reconhecida como parte legítima da trajetória profissional. A política da CAPES tem sido no sentido de construir ações que avancem para corrigir essas desigualdades históricas e para garantir a permanência de mães na carreira acadêmica”, afirmou.
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As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do sistema eletrônico da fundação. O primeiro ciclo de análise receberá propostas até 5 de junho de 2026.
Além do incentivo à permanência de mães na pesquisa científica, o edital estabelece critérios de inclusão. Pelo menos 30% das bolsas serão destinadas a candidatas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Outras 10% serão reservadas para pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.
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O programa também prevê bônus na avaliação para propostas ligadas a municípios com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) inferior a 0,750 ou que indiquem bolsistas de grupos sub-representados.
Para participar, as candidatas deverão apresentar documentos como Currículo Lattes atualizado, projeto de pesquisa, plano de trabalho e comprovantes relacionados à maternidade, como certidão de nascimento ou atestado médico.
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