Os professores da Universidade de Brasília aprovaram um indicativo de greve durante assembleia da categoria. A medida representa um alerta de paralisação e ocorre em meio ao impasse envolvendo a Unidade de Referência de Preços (URP) e às cobranças por avanços nas negociações com o governo federal.
Apesar da aprovação do indicativo, na quinta-feira (14/5), ainda não há definição de data para o início de uma greve. Haverá uma nova assembleia no dia 31. Segundo representantes da categoria, a decisão serve como forma de pressionar o governo diante da falta de acordo nas tratativas conduzidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Em nota, a Associação dos Docentes da UnB disse que o MGI enviou no dia 12, um ofício à Reitoria da UnB e a outras instituições federais informando que o Tribunal de Contas da União (TCU) não homologou a cláusula que previa a extensão automática do acordo firmado com os técnico-administrativos para outras categorias, como a docente. Com isso, deverá ser aplicada a absorção integral dos reajustes.
O principal foco da insatisfação envolve a URP, benefício incorporado aos salários após reajustes antigos. De acordo com os docentes, mudanças recentes na forma de cálculo têm reduzido os efeitos reais dos aumentos salariais conquistados pela categoria. A categoria também questiona descontos aplicados a aposentados e critica a utilização da URP em progressões e promoções da carreira.
Segundo o professor da UnB e diretor da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), Pedro Gontijo, a decisão faz parte do processo de mobilização da categoria diante do impasse nas negociações.
“O indicativo de greve é uma das etapas do processo de mobilização da categoria. É uma sinalização de que os docentes poderão entrar em greve caso a intransigência do MGI continue e não seja estabelecido um processo de negociação”, afirmou.
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