México

México: quem assume poder no cartel de Jalisco após morte de 'El Mencho'

Queda do líder cria vácuo de poder, e especialistas alertam para fragmentação e incerteza sobre o futuro da organização mais poderosa do México

El Mencho -  (crédito:  AFP)
El Mencho - (crédito: AFP)

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o "El Mencho", em uma operação do exército mexicano, encerra um capítulo de poder no narcotráfico e abre uma perigosa disputa pelo controle do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A queda do líder, um dos criminosos mais procurados do mundo, cria um vácuo que pode mergulhar diversas regiões do México em uma nova onda de violência, enquanto facções internas e rivais lutam para dominar o império.

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Com o comando vago, o futuro do cartel mais poderoso do país se torna incerto. A sucessão não deve seguir uma linha direta, mas sim ser decidida pela força e por alianças estratégicas. A estrutura descentralizada do CJNG, que funcionava como uma franquia sob o comando de "El Mencho", agora se transforma em seu maior desafio, com vários líderes regionais prontos para reivindicar o poder.

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Um futuro incerto e sem sucessor claro

Diferente de outras organizações criminosas com uma linha de comando definida, não há um sucessor óbvio para "El Mencho". O CJNG opera mais como uma "franquia" fragmentada, com dezenas de organizações afiliadas que gozavam de certa autonomia sob a liderança de Oseguera Cervantes. Essa estrutura, que garantiu sua rápida expansão, agora alimenta o risco de uma violenta disputa interna pelo controle.

O círculo familiar de "El Mencho" também foi desmantelado por ações das autoridades nos últimos anos. Seu filho, Rubén Oseguera González ("El Menchito"), foi extraditado e condenado nos EUA, enquanto outros parentes próximos que ocupavam posições de poder também foram capturados, deixando a liderança central sem herdeiros diretos e imediatos.

O risco de uma guerra interna

A ausência de um sucessor claro e a ambição de líderes regionais aumentam drasticamente o risco de uma fragmentação do CJNG. Uma guerra interna pelo comando significaria um aumento imediato da violência não apenas entre os membros do cartel, mas também contra forças de segurança e a população civil nas áreas em disputa.

Para as autoridades mexicanas, a morte de "El Mencho" representa uma vitória simbólica, mas também o início de um período de instabilidade. A prioridade agora é monitorar os movimentos das facções e se preparar para a escalada de confrontos que deve definir o novo cenário do crime organizado no México.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 23/02/2026 16:30 / atualizado em 23/02/2026 16:35
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