A Justiça sul-coreana decidiu levar adiante a acusação contra uma brasileira de cerca de 30 anos investigada por perseguir Jung Kook, um dos integrantes do grupo musical BTS. O indiciamento foi formalizado pelos promotores do Distrito Oeste de Seul, etapa que indica que o Ministério Público identificou elementos suficientes para sustentar a abertura de processo criminal.
A denúncia, conforme noticiado pelo jornal The Herald Business, partiu da Divisão de Investigação de Crimes contra Mulheres e Crianças e foi apresentada em 27 de fevereiro. A suspeita, chamada apenas de A, responde por violação da Lei Anti Perseguição da Coreia do Sul e por invasão de propriedade. Antes mesmo da formalização da acusação, ela já havia sido colocada sob custódia.
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De acordo com as autoridades, os episódios investigados ocorreram entre 7 de dezembro do ano passado e 4 de janeiro deste ano. Nesse intervalo, a brasileira teria ido 23 vezes ao endereço do artista. Os investigadores relatam que, além de tocar a campainha repetidamente, ela permaneceu nas imediações da residência e deixou cartas e outras correspondências no local.
Diante da avaliação de risco de continuidade da conduta, a polícia aplicou uma medida emergencial no fim de dezembro. A decisão proibiu a mulher de se aproximar a menos de 100m da casa e de estabelecer qualquer tipo de contato. Ainda assim, segundo os promotores, ela teria retornado ao endereço no início de janeiro, o que resultou também na acusação de descumprimento das ordens de proteção previstas na legislação.
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Na Coreia do Sul, casos de perseguição seguem um protocolo progressivo: a polícia pode impor restrições imediatas; havendo risco de reincidência, são determinadas proibições formais de contato ou aproximação; em situações consideradas persistentes, os promotores recorrem ao tribunal para solicitar medidas provisórias mais rígidas.
Após a prisão, familiares da brasileira relataram preocupação ao portal g1. Um parente afirmou que ela viajou para a Coreia do Sul sem avisar a família, depois de juntar dinheiro, e que enfrenta problemas de saúde. “A gente não teve Natal, ano-novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”.
Segundo essa mesma familiar, a jovem já recebeu diagnóstico de transtorno mental. “Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, disse.
Outra parente, também sem se identificar, afirmou ao portal que a brasileira passou por atendimento psiquiátrico em 2021. “Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.
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