Conforme o levantamento anual da Forbes, em 2025 o mundo ganhou 390 novos bilionários, o que representa uma média superior a um novo bilionário por dia. A lista divulgada nesta terça-feira (10/3) reúne 3.428 nomes, incluindo 71 brasileiros, sendo que 16 são estreantes, reforçando o crescimento das fortunas ligadas principalmente ao setor financeiro.
A revista Forbes foca na expansão desse ranking financeiro e na diversidade de setores que geram essas fortunas. Assim, a publicação documenta um momento de ascensão econômica significativa para novos integrantes da elite mundial.
Entre os novos nomes de destaque encontram-se figuras mundialmente conhecidas como Beyoncé e Dr.Dre. O empresário norte-americano Elon Musk segue no topo da lista com o patrimônio de US$839 bilhões. Entre os nomes brasileiros, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook também continua no topo.
Brasileiros biliónários
Juntos, os 71 bilionários brasileiros somam um patrimônio de US$ 291,9 bilhões, crescimento de 38,9% em relação à lista divulgada no ano passado. O levantamento reúne fortunas ligadas a setores como finanças, indústria, varejo, tecnologia e agronegócio.
O banqueiro André Esteves, controlador do Banco BTG Pactual, registrou o maior aumento patrimonial. Sua fortuna chegou a US$ 20,2 bilhões, alta de 192,75% em relação ao ano anterior. Com isso, ele subiu 356 posições no ranking global, passando para a 131ª colocação.
Já o empresário Carlos Alberto Sicupira, investidor ligado ao grupo 3G Capital e acionista da AB InBev, foi o brasileiro que apresentou redução patrimonial. Mesmo assim, Sicupira continua entre os dez brasileiros mais ricos da lista.
Mudança geracional
O ranking também evidencia um crescimento histórico de bilionários da Geração Z — pessoas nascidas entre 1995 e 2010. A tendência indica que novos modelos de acumulação de riqueza estão permitindo que jovens alcancem o topo da lista mais rapidamente do que em edições anteriores.
Segundo os dados do levantamento, o acúmulo de riqueza por integrantes da Geração Z ocorre em um ritmo sem precedentes. Hoje, há mais bilionários dessa geração do que em qualquer outro momento da história do ranking da Forbes.
Entre os 35 bilionários mais jovens do mundo, a idade varia entre 20 e 30 anos, com fortunas em origem principalmente em áreas como tecnologia, criptomoedas, fintechs e startups digitais. Muitos são herdeiros de grandes conglomerados, mas há também fundadores de empresas inovadoras.
No Brasil, ainda há poucos representantes da Geração Z bilionária. No entanto, herdeiros de famílias empresariais tradicionais, ligadas a grupos como Ambev, JBS e grandes bancos, já aparecem nesse grupo pela faixa etária.
Um exemplo internacional é a brasileira Luana Lopes Lara, radicada nos Estados Unidos e cofundadora da Kalshi, plataforma de previsão de eventos criada no Massachusetts Institute of Technology.
O poder da marca pessoal
A lista de novos bilionários também inclui artistas que transformaram a fama em grandes negócios. É o caso da cantora Beyoncé e do rapper Dr. Dre, que começaram suas carreiras na música e no entretenimento, mas expandiram suas atividades para o mundo empresarial.
O movimento reflete uma tendência global: artistas passam a atuar como empreendedores. Nesse cenário, a marca pessoal se torna um ativo econômico, capaz de transformar reputação, autenticidade e influência cultural em valor financeiro.
Além de Beyoncé e Dr. Dre, nomes como Taylor Swift, Kim Kardashian, Michael Jordan, Oprah Winfrey e Roger Federer também aparecem entre os mais ricos ligados ao entretenimento e ao esporte.
A lista mostra ainda que a velocidade de acumulação de capital mudou ao longo do tempo. No passado, levar uma vida inteira para entrar no ranking era comum. Hoje, a combinação entre tecnologia, mercados globais e novos modelos de negócios permite que grandes fortunas sejam construídas em ciclos muito mais curtos.
Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe
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