O governo do Irã anunciou que está disposto a discutir um acordo de paz com os Estados Unidos e Israel, mas impôs condições consideradas decisivas para qualquer negociação. Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o fim imediato das operações militares contra o território iraniano, o reconhecimento de seus direitos políticos e estratégicos e compensações pelos danos provocados pelos ataques recentes.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não vê espaço para negociações enquanto continuar sendo alvo de ataques militares conduzidos por forças dos Estados Unidos e de Israel. Segundo ele, qualquer processo diplomático depende primeiro da interrupção das ofensivas e do reconhecimento internacional dos direitos soberanos do Irã. A declaração foi publicada no X, na quarta-feira (11/3).
De acordo com autoridades iranianas, três pontos são considerados essenciais para a abertura de negociações:
- cessação imediata das ações militares contra o país;
- reconhecimento dos direitos e da soberania iraniana;
- pagamento de reparações pelos danos provocados pela guerra.
O conflito começou no fim de fevereiro, quando ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel atingiram instalações militares e nucleares iranianas. A ofensiva também resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, episódio que intensificou ainda mais a tensão na região.
Desde então, o Irã tem respondido com ataques contra interesses militares e aliados dos adversários no Oriente Médio, enquanto o confronto se espalha por diferentes frentes e envolve grupos armados aliados de Teerã. Analistas avaliam que a guerra já impacta mercados internacionais e ameaça rotas estratégicas de petróleo e gás.
Países europeus alertam para o risco de ampliação do conflito e para os efeitos sobre a segurança global e o abastecimento energético. Enquanto isso, autoridades iranianas reiteram que não aceitarão negociar sob pressão militar. Para Teerã, qualquer acordo de paz dependerá de garantias de segurança e do reconhecimento de que o país tem direito de defender seus interesses estratégicos na região.
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