
Estados Unidos e Irã iniciaram, neste sábado (11/4), uma rodada de negociações de paz no Paquistão após seis semanas de conflito no Oriente Médio. As conversas ocorrem em Islamabad, sob mediação do governo paquistanês, e reúnem representantes de alto escalão dos dois países.
A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, enquanto o grupo iraniano é chefiado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o objetivo é avançar rumo a uma “paz sustentável” na região.
Apesar do início do diálogo, o clima entre as partes é de cautela. O governo iraniano chegou a destacar que enxergavam às negociações com “total desconfiança”, citando histórico de promessas não cumpridas por parte dos Estados Unidos. Do lado americano, Vance indicou que Washington está disposto a negociar, mas fez ressalvas sobre a postura de Teerã.
O conflito começou com bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, além de ataques de retaliação de Teerã contra Israel e países do Golfo. Entre os episódios mais graves está a morte de lideranças importantes do regime iraniano, o que elevou ainda mais a tensão diplomática.
Mesmo com um cessar-fogo temporário anunciado no início da semana, ainda há impasses relevantes. O Irã cobra a extensão da trégua a outros cenários de conflito, como o Líbano, enquanto os Estados Unidos defendem garantias de que o país não desenvolverá armas nucleares, ponto considerado central nas negociações.
- Leia também: Artemis II: O que acontece com os astronautas agora?
No pano de fundo, está o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo e que foi afetada pelos confrontos.
Em publicação na própria rede social, na manhã deste sábado, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos já iniciaram ações para reabrir e garantir a segurança da via marítima do Estreito de Ormuz. “Estamos iniciando o processo de liberação do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo”, escreveu.
Com informações da Agência France-Presse*

Diversão e Arte
Esportes
Diversão e Arte
Flipar