ORIENTE MÉDIO

Exército israelense permanecerá indefinidamente no Líbano, Síria e Gaza

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (1º) que o Exército de seu país permanecerá "indefinidamente" naquilo que ele qualifica como "zonas de segurança"

Exército israelense permanecerá indefinidamente no Líbano, Síria e Gaza -  (crédito:  AFP)
Exército israelense permanecerá indefinidamente no Líbano, Síria e Gaza - (crédito: AFP)

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (1º) que o Exército de seu país permanecerá "indefinidamente" naquilo que ele qualifica como "zonas de segurança" estabelecidas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. 

"As Forças de Defesa de Israel  permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período indefinido, a fim de proteger nossos habitantes e nossas comunidades dos elementos jihadistas", afirmou em um discurso durante uma cerimônia militar. 

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"Não nos retiraremos das zonas de segurança", disse Katz em um ato realizado em homenagem aos soldados israelenses mortos durante a guerra de 2006 no Líbano. 

Katz também reiterou sua ameaça de que atingirão "com toda a força" a república islâmica caso ataque Israel devido às suas operações no Líbano. 

Essa declaração é feita enquanto delegações iranianas e americanas estão no Catar para discutir, através de mediadores, o protocolo de acordo assinado em meados de junho, destinado a pôr fim à guerra no Oriente Médio em todas as frentes, incluindo o Líbano. 

Segundo um diplomata informado sobre essas negociações, representantes americanos e iranianos devem manter nesta quarta-feira, em Doha, discussões técnicas indiretas, indicou à AFP. 

Por outro lado, na sexta-feira foi assinado nos Estados Unidos um acordo para uma "paz duradoura" entre o Líbano e Israel, embora este último tenha posteriormente continuado seus bombardeios, alegando que tinha como alvo estruturas do Hezbollah. 

O acordo prevê, em particular, que Israel continue ocupando o sul do Líbano, como vem fazendo desde o início desta nova guerra contra o Hezbollah, até que o movimento xiita apoiado pelo Irã entregue as armas - o que o grupo recusa. 

Quanto à Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou, no fim de maio, que o Exército estendesse seu controle sobre 70% do território, devastado pela guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestino Hamas contra Israel.

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AF
postado em 01/07/2026 10:13
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