SANÇÕES

EUA cancelam vistos de autoridades na América Latina; Brasil fica fora

Cancelamento dos vistos dessas autoridades e de seus familiares faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano

 US President Donald Trump addresses the 81st United Nations General Assembly at the United Nations Headquarters in New York, on September 22, 2026. (Photo by ANGELA WEISS / AFP)
       -  (crédito: Angela Weiss/AFP)
US President Donald Trump addresses the 81st United Nations General Assembly at the United Nations Headquarters in New York, on September 22, 2026. (Photo by ANGELA WEISS / AFP) - (crédito: Angela Weiss/AFP)

Os Estados Unidos cancelaram nesta segunda-feira (28) os vistos de juízes, altos funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru acusados de corrupção, vínculos com o narcotráfico ou conspiração contra seus respectivos governos.

Entre os sancionados estão magistrados da Corte Suprema, altos funcionários da polícia, promotores e um empresário bolivianos; um empresário e uma senadora colombianos; e um magistrado do primeiro juizado constitucional de Lima, segundo um comunicado do Departamento de Estado.

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O cancelamento dos vistos dessas autoridades e de seus familiares faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano, explicou o comunicado.

"Sob o governo Trump, funcionários estrangeiros corruptos já não podem entrar livremente nos Estados Unidos", afirmou o texto.

"Essa política restringe a concessão de vistos a cidadãos estrangeiros - e a seus familiares diretos - que enfraqueçam um governo eleito democraticamente por meio de atividades de corrupção ou narcotráfico em nossa região", acrescentou.

"Enfraquecer um governo eleito democraticamente é uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas, e não será tolerado", advertiu o comunicado.

O governo conservador boliviano enfrentou semanas de protestos que paralisaram boa parte do país, até que o presidente decretou o estado de exceção em 20 de junho. A medida continua em vigor.

A Colômbia acaba de eleger o presidente Abelardo de la Espriella, que se apresenta como aliado de Trump, após uma campanha eleitoral acirrada e acusações de que a oposição de esquerda tentou impedi-lo de chegar ao poder.

O Equador, outro aliado de Washington, trava uma guerra contra o crime organizado com apoio de forças militares americanas. O Peru também acaba de eleger uma presidente conservadora após uma campanha acirrada.

Os quatro países integram o Escudo das Américas, que reúne cerca de 15 países da região. Líderes da aliança se reuniram na semana passada à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas", com um primeiro conjunto de sanções contra 24 grupos criminosos.

Os sancionados

Na Bolívia, os sancionados incluem o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero, o ex-magistrado Iván Ramiro Campero, o juiz de instrução Rodrigo Vedia, os promotores Albania Chane e Alberto Zeballos, ambos de Santa Cruz, a juíza Rosario Flores, também de Santa Cruz, o promotor Alvaro Nava, de Chuquisaca, o coronel da polícia Frans Cabrera e o empresário José Luis Iriarte.

O Departamento de Estado também "designa publicamente o procurador-geral boliviano Roger Mariaca por seu envolvimento em corrupção significativa".

"Suas ações põem em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo e, ao mesmo tempo, enfraquecem as próprias instituições democráticas da Bolívia", explicou o departamento.

Além dessas pessoas, outros nove bolivianos ficaram impedidos de obter visto caso o solicitem. Quatro cidadãos equatorianos não identificados no comunicado também foram sancionados.

O Departamento de Estado pode divulgar os nomes das pessoas cujos vistos de entrada no país revoga ou mantê-los em sigilo.

Na Colômbia, os afetados são Euclides Torres, empresário do setor de energia, e Martha Isabel Peralta, senadora do Pacto Histórico, de esquerda. No Peru, o afetado é Juan Carlos Núñez, juiz do primeiro circuito constitucional de Lima.

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JZ
postado em 28/09/2026 17:58
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