Investigação

Assessores de Bolsonaro vigiavam autoridades com "núcleo de inteligência"

Documento que autorizou a ação da Operação Tempus Veritatis, da PF, cita o ministro Alexandre de Moraes como um dos alvos

Bolsonaro: mensagens aos empresários eram de conhecimento geral -  (crédito:  Valter Campanato/Agência Brasil)
Bolsonaro: mensagens aos empresários eram de conhecimento geral - (crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)
postado em 08/02/2024 12:41

Após o resultado das eleições de 2022, assessores próximos do então presidente Jair Bolsonaro (PL) teriam criado uma espécie de núcleo de inteligência para monitorar a agenda, deslocamento aéreo e localização de diversas autoridades.

As informações constam em na decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a Operação Tempus Veritatis da PF, realizada na manhã desta quinta-feira (8/2), como parte da investigação contra a organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

"Um grupo de pessoas é apontado corno responsável pelo constante assessoramento jurídico e pela elaboração de minutas de decretos, com os fins de consumar um golpe de Estado e de subverter a ordem democrática", diz um trecho do documento, obtido pelo Correio.

O documento afirma que o ministro Alexandre de Moraes foi um dos investigados.

"A Polícia Federal identificou que o grupo investigado acompanhou e monitorou o Ministro ALEXANDRE DE MORAES para dar cumprimento a uma pretendida ordem de prisão, caso se consumasse o Golpe de Estado, visando restringir a atuação do Poder judiciário, por meio do cerceamento da liberdade do Presidente da Corte Eleitoral e Ministro do STF", diz um trecho do documento.

O plano de monitoramento teria sido iniciado após o segundo turno das eleições, com o objetivo de subverter o Estado Democrático de Direito.

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