
O PT convocou sua militância e aliados para ato público nesta quinta-feira, na Praça dos Três Poderes, em memória dos ataques de 8 de janeiro e em defesa da democracia. A mobilização marca três anos da invasão e da depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que abalou o país e levou a uma série de investigações e processos judiciais.
Segundo o PT, a manifestação tem como objetivo relembrar a tentativa de ruptura institucional promovida por apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro após a derrota eleitoral de 2022 e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito. A expectativa é de contar com a presença de lideranças políticas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de parlamentares e dirigentes de partidos de esquerda, que vêm reforçando o chamado nas redes sociais.
No Palácio do Planalto, haverá cerimônia, com o "objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023", conforme destacou nota da Presidência. Será às 10h, com a presença de Lula.
O STF também realizará um evento para lembrar a invasão e a depredação de sua sede. Mesmo em período de recesso, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, conduzirá a cerimônia, com a possibilidade de participação de outros integrantes do tribunal, entre eles o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos e ações penais que apuram a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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As investigações conduzidas no âmbito do STF e da Polícia Federal apontaram que os atos de 8 de janeiro foram o ápice de uma articulação mais ampla, que envolveu desde a disseminação de desinformação até planos para constranger ou afastar autoridades e criar um cenário de crise institucional. Centenas de envolvidos no quebra-quebra já foram julgados, com condenações e aplicação de penas.
A programação do Supremo inclui a exposição 8 de janeiro: mãos da reconstrução, no Espaço do Servidor; a exibição do documentário Democracia Inabalada: mãos da reconstrução, no Museu do STF; uma roda de conversa com a imprensa; e a mesa-redonda "Um dia para não esquecer", no Salão Nobre da Corte. As atividades começam às 14h30 e buscam preservar a memória institucional e reforçar a importância da defesa da Constituição.
Respeito
Ao promoverem atos simultâneos, PT, Planalto e STF procuram marcar a data como um divisor de águas na história recente do país, reafirmando que a resposta às investidas contra as instituições deve ser a preservação da democracia, o respeito às decisões judiciais e o fortalecimento do diálogo político.
Os atos ocorrem em uma semana de intensa movimentação política na capital federal. Grupos ligados à direita também anunciaram atividades para a mesma data, com pautas como a defesa da anistia a pessoas condenadas ou investigadas pelos ataques de 2023, o que tende a ampliar o debate público sobre os desdobramentos do episódio.
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