
O Partido Liberal (PL) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta terça-feira (6/1) rejeitou o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu após Bolsonaro cair e bater a cabeça enquanto dormia na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Em nota, a legenda afirmou que o ex-presidente, de 70 anos, está recém-operado e apresenta saúde fragilizada em razão da facada sofrida em 2018. Bolsonaro passou por uma cirurgia no fim de dezembro para tratar hérnias inguinais e também para interromper um quadro persistente de soluços.
O PL declarou estar “inconformado” com o episódio ocorrido na cela e disse que expressa a indignação de seus filiados e de eleitores conservadores. Para o partido, o estado de saúde de Bolsonaro exige uma reavaliação das condições de custódia e o atendimento às solicitações feitas pela defesa.
Diante do ocorrido, a sigla apelou diretamente a Moraes para que reconsidere a decisão que manteve o ex-presidente sob custódia da PF e negou a prisão domiciliar. A legenda sustenta que a permanência de Bolsonaro nas atuais condições representa risco à integridade física do ex-chefe do Executivo.
A defesa também solicitou a transferência de Bolsonaro para o Hospital DF Star para a realização de exames, mas o pedido foi negado pelo ministro. Segundo Moraes, o ex-presidente foi avaliado por médicos na própria PF, que não identificaram necessidade imediata de internação hospitalar.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro criticaram a demora no atendimento e relataram que o ex-presidente apresenta confusão mental, hematoma no rosto e sangramento no pé. Após nova negativa, os advogados protocolaram pedidos para a realização de exames como ressonância magnética e eletroencefalograma.
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