
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator da ação que envolve o Banco Master, cobrou explicações da Polícia Federal (PF), acusando-a de “falta de empenho” para pôr em prática o cumprimento das medidas cautelares contra Fabiano Zettel e Nelson Tanure. A corporação agiu nesta quarta-(14/1), dois dias após determinação do ministro.
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“Nota-se que essas medidas cautelares foram requeridas, com envio da documentação pertinente, no dia 06.01.2026, e deferidas na data de 07.01.2026, com ordem subsequente a partir de 12.01.2026, diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fatos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”, destacou o magistrado em seu despacho.
Em sua decisão, Toffoli diz ainda que, além do descumprimento do prazo imposto por ele, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaracterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”, ele se espantou com a “falta de empenho” da PF no cumprimento da ordem judicial, “para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”.
“Eventual frustração do cumprimento das medidas requeridas decorre de inércia exclusiva da POLÍCIA FEDERAL, inclusive diante de INOBSERVÂNCIA EXPRESSA E DELIBERADA DE DECISÃO POR MIM PROFERIDA NA DATA DE 12.01.2026, QUE DETERMINOU A DEFLAGRAÇÃO DA PRESENTE FASE NO PRAZO DE 24 HORAS (e-doc. nº 56, assinado às 14:52 horas e juntado aos autos às 15:15 horas), e que eventual prejuízo às demais medidas em decorrência do presente pedido são de inteira responsabilidade da autoridade policial”, destacou o relator.
Operação
A Operação Compliance Zero investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e tem desdobramentos em vários estados do país. De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos hoje, na segunda fase da ação, 42 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas de bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões.
As diligências ocorrem em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, em endereços ligados a investigados no caso — entre eles, parentes próximos do banqueiro Daniel Vorcaro.

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