CONGRESSO

Líder do PL registrou venda de imóvel 11 dias após PF apreender R$ 470 mil

Transferência do imóvel do apartamento foi oficializada em cartório em 30 de dezembro, enquanto o dinheiro foi apreendido em 19 de dezembro

O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante, pronuncia-se na tribuna da Casa -  (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante, pronuncia-se na tribuna da Casa - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Só 11 dias após a Polícia Federal apreender R$ 470 mil em dinheiro vivo em sua casa, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, registrou a venda de um imóvel em cartório, apontada por ele como origem do montante.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo. A transferência do imóvel, um apartamento em Ituiutaba (MG), no Triângulo Mineiro, foi oficializada em cartório em 30 de dezembro, enquanto o dinheiro foi apreendido em 19 de dezembro.

Em resposta à imprensa, Sóstenes disse que a venda foi feita em 24 de novembro, data em que um contato particular com o comprador foi assinado. Ele afirmou que o acordo previa a transferência da escritura até o fim de 2025 e que pretende apresentar o documento em sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), em processo relatado pelo ministro Flávio Dino.

Quem comprou o imóvel foi o advogado Thiago de Paula, que pagou a Sóstenes R$ 500 mil em dinheiro vivo. Em 2023, o deputado comprou o apartamento por R$ 280 mil, conforme descrito na escritura. O parlamentar atribui a valorização a uma reforma feita no imóvel. Ele, por outro lado, diz que pagou R$ 310 mil, e a diferença seria correspondente à comissão do corretor.

Investigação sobre Sóstenes

O dinheiro foi apreendido em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga o desvio de cotas parlamentares. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão.

Na época, Sóstenes justificou que não teve tempo de depositar o dinheiro e afirmou ser uma prática comum andar com dinheiro vivo em cidades do interior.

  • Google Discover Icon
E
postado em 16/01/2026 17:52
x