
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, nesta quinta-feira (12/2), que o governo federal é contrário a um projeto de lei que prevê a quebra a patente de medicamentos, entre eles a caneta emagrecedora Mounjaro. A proposta está em tramitação no Congresso Nacional. A declaração foi feita após reunião com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
A Câmara dos Deputados já havia aprovado, na última segunda-feira (9/2), um requerimento de urgência para votar um projeto de lei que quebraria as patentes do Mounjaro e Zepbound, desenvolvidos pela farmacêuticas Elli Lilly. O texto poderá ser votado de forma direta no Plenário.
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De acordo com Alckmin, em caso de aprovação do projeto de licenciamento obrigatório no Congresso, um ambiente de "insegurança jurídica, imprevisibilidade e que afastaria investimentos do Brasil" seria criado. Ele ainda explicou que o governo não é a favor de propostas que ampliem a vigência das patentes.
"A nossa posição é contrária, porque nós precisamos de inovação, nós precisamos de previsibilidade, nós precisamos de investimentos", afirmou Alckmin. "Quando você quebra a patente, você está levando a uma insegurança jurídica, imprevisibilidade, e isso afasta investimento", esmiuçou.
"Nós precisamos trazer para o Brasil mais centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Isso vem acontecendo em vários setores que estão trazendo recursos para o país", completou o vice-presidente.
*Com informações da Agência Estado

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