
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, nesta sexta-feira (20/3), que o papel de um “bom juiz não é ser estrela”, mas sim assumir a responsabilidade de julgar com equilíbrio, consciência e fundamentação técnica.
A fala foi feita durante a palestra "Os desafios da advocacia no século XXI", realizada na sede da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ). Mendonça, que é relator de casos de alto impacto como o do Banco Master e dos desvios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), defendeu a discrição e a austeridade na magistratura, se posicionando como um contraponto ao protagonismo de outros membros da Corte.
“Meu grande desafio em qualquer processo é entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelos motivos certos. Simplesmente pelo dever de fazer o certo. Por isso não tenho a pretensão de ser uma esperança, ou alguém diferente em algum sentido, com algum dom especial”, disse.
O ministro enfatizou que a função do juiz é técnica e baseada no dever, rejeitando qualquer pretensão de “protagonismo pessoal” ou de ser um “salvador”. “Não tenha medo de tomar decisões. Se estiver errado, peça desculpas e corrija a rota, mas não deixe de decidir”, exaltou.
Ele mencionou ainda sua fé cristã ao pedir que julguem da forma certa, reconhecendo que magistrados não são perfeitos. Mendonça definiu que coragem não é “falar alto” ou ser “arrogante”, mas sim a capacidade de decidir com racionalidade e serenidade em meio à adversidade.

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