Congresso

Caso Banco Master exige investigação rigorosa, diz Contarato

Presidente da CPI do Crime Organizado afirma que Senado já aprovou convocações, quebras de sigilo e análise de documentos para esclarecer suspeitas envolvendo o banco de Vorcaro

O presidente da CPI do Crime Organizado do Senado, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou nesta quarta-feira (12/3) ao Correio que o Congresso precisa tratar com seriedade as investigações sobre o Banco Master, alvo de apurações que envolvem suspeitas de fraudes financeiras e possíveis conexões com estruturas de poder.

Segundo o senador, a comissão tem adotado medidas para aprofundar a apuração dos fatos. “Tenho defendido que o Congresso trate o caso do Banco Master com a seriedade que ele exige. As informações que vieram à tona apontam para um esquema de grande complexidade e que pode ter ramificações no sistema financeiro e em diferentes estruturas de poder”, afirmou.

Contarato destacou que a CPI tem aprovado requerimentos voltados à coleta de provas e ao esclarecimento das suspeitas que cercam o banco e seus controladores, entre eles o empresário Daniel Vorcaro. De acordo com o parlamentar, as medidas incluem convocações de investigados, pedidos de quebra de sigilo e análise de documentos.

“Por isso, na CPI do Crime Organizado temos aprovado convocações, quebras de sigilo e análise de documentos para esclarecer os fatos e identificar responsabilidades. O Parlamento não pode se omitir diante de indícios tão graves”, afirmou.

As investigações sobre o Banco Master também avançam em outras frentes institucionais, incluindo apurações conduzidas pela Polícia Federal e discussões no Congresso sobre a eventual criação de uma comissão específica para tratar do caso.

Para o senador petista, a atuação do Legislativo deve ocorrer com independência e transparência. “Nosso compromisso é investigar com independência, transparência e rigor técnico, seguindo o princípio de que ninguém está acima da lei”, disse.

Contarato também ressaltou que o enfrentamento de crimes financeiros exige atenção especial às estruturas de poder envolvidas. “Como tenho dito, é preciso levar o combate ao crime também para o ‘andar de cima’, sem poupar ninguém, porque organizações criminosas corroem as instituições e a própria democracia”, afirmou.

Ainda na avaliação dele, além da responsabilização de eventuais envolvidos, o caso pode abrir espaço para discutir mudanças nas regras de fiscalização do sistema financeiro. “A sociedade brasileira merece respostas claras, responsabilização de quem tiver cometido irregularidades e, se necessário, o aperfeiçoamento das regras e dos mecanismos de fiscalização para proteger o sistema financeiro e os investidores”, concluiu.

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