CORRIDA ELEITORAL

Eleições 2026: 21 chefes de Executivo renunciam aos cargos para o pleito

Com o fim do prazo de desincompatibilização, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais deixam mandatos focando no Senado, governos estaduais e presidência; vacâncias geram impasses jurídicos no Rio e em Roraima

Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador este ano. O formato será definido pelo STF no dia 8 de abril. -  (crédito: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador este ano. O formato será definido pelo STF no dia 8 de abril. - (crédito: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O cenário político brasileiro passou por uma reconfiguração com o encerramento do prazo legal, neste sábado (4/4), para a desincompatibilização. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos seus mandatos para viabilizar candidaturas nas eleições de outubro, cumprindo a exigência de afastamento seis meses antes do pleito para garantir o equilíbrio da disputa e evitar o uso da máquina pública.

Entre os governadores que deixaram o cargo, o foco se divide entre o Legislativo e a sucessão presidencial. Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) oficializaram suas saídas para focar na corrida pelo Palácio do Planalto, registrando atualmente 3% e 4% das intenções de voto, respectivamente, segundo a pesquisa Quaest.

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Já o Senado Federal é o destino de oito ex-gestores, incluindo nomes como Helder Barbalho (MDB-PA), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e João Azevêdo (PSB-PB), que miram as 54 cadeiras que serão renovadas este ano.

No âmbito municipal, a maioria dos 10 prefeitos de capitais que renunciaram planeja disputar governos estaduais. Casos de destaque envolvem Eduardo Paes (PSD-RJ), que recuou da promessa de cumprir o mandato integral, João Campos (PSB-PE) e David Almeida (Avante-AM).

Outro movimento relevante veio de Maceió, onde João Henrique Caldas renunciou após uma votação histórica de 83% em 2024, aproveitando a janela para trocar o PL pelo PSDB. Em Roraima, Antonio Denarium também movimentou o tabuleiro ao migrar do PP para o Republicanos no limite do prazo.

A sucessão, no entanto, é marcada por instabilidades jurídicas em estados-chave. No Rio de Janeiro, a saída de Cláudio Castro ocorreu um dia antes de sua condenação por abuso de poder pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, sem um vice em exercício, o Supremo Tribunal Federal deverá definir se o estado passará por eleições diretas ou indiretas para um mandato-tampão.

No Amazonas, a renúncia de Wilson Lima (União) foi dramática, entregue apenas uma hora antes do fim do prazo, enquanto em Roraima, tanto Denarium quanto seu sucessor enfrentam processos de cassação.

Por outro lado, o mapa político mantém estabilidade em regiões onde gestores optaram pela continuidade. Governadores que buscam a reeleição, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Raquel Lyra (PSD-PE), além do presidente Lula, permanecem nos cargos.

Outros sete governadores decidiram concluir o mandato, incluindo Eduardo Leite (PSD-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN) — esta última desistiu da renúncia após o vice-governador se recusar a assumir o posto para manter sua própria elegibilidade. As candidaturas definitivas agora aguardam as convenções partidárias e o registro oficial no TSE, previsto para agosto.

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postado em 05/04/2026 15:09
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