JUSTIÇA ELEITORAL

TSE elege nova cúpula para eleições de 2026 nesta terça-feira

Antecipação do pleito pela ministra Cármen Lúcia visa garantir estabilidade administrativa e transição técnica. Nunes Marques e André Mendonça devem assumir a presidência e a vice-presidência da Corte

A atual presidente da Justiça Eleitoral enfatizou a necessidade de uma transição
A atual presidente da Justiça Eleitoral enfatizou a necessidade de uma transição "serena e técnica", evitando rupturas no cronograma eleitoral e agindo sem "atropelos ou afobação" - (crédito: Luiz Roberto/TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elege, nesta terça-feira (14/4), o novo presidente e vice da Corte. A votação foi antecipada pela atual presidente, ministra Cármen Lúcia, para garantir transição administrativa e estabilidade rumo às eleições de 2026.

Seguindo a tradição e o sistema de rodízio da Corte, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE e integrante, assim como Cármen, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a vice, a expectativa é de que seja ocupada pelo ministro André Mendonça, também oriundo do Supremo.

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O novo comando assumirá o Tribunal até o final de maio, em data que ainda será definida. A ministra Cármen justificou a antecipação pontuando que, se esperasse até o dia 3 de julho, restaria pouco mais de 100 dias para as eleições, o que poderia comprometer a tranquilidade administrativa.

A antecipação do rito sucessório funciona como um marco inicial para o compartilhamento de dados e planejamento logístico com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A atual presidente da Justiça Eleitoral enfatizou a necessidade de uma transição “serena e técnica”, evitando rupturas no cronograma eleitoral e agindo sem “atropelos ou afobação”.

Embora a nova gestão assuma em breve, as diretrizes para as Eleições 2026 já foram consolidadas em resolução publicada pelo TSE em março. O foco do novo presidente incluirá a fiscalização da aplicação das normas contra o uso indevido de Inteligência Artificial e a proibição de deepfakes, dar continuidade ao combate à desinformação e à violência política de gênero, e aprofundar ações afirmativas para comunidades tradicionais e quilombolas.

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postado em 14/04/2026 15:55
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