
Jorge Messias e Alcolumbre trataram do ambiente na Casa e do cenário da sabatina, considerada imprevisível por lideranças governistas - (crédito: Emanuelle Sena/AGU)
A menos de 24 horas da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o encontro com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, marcou a largada da ofensiva final do governo para garantir a aprovação do indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião, realizada em Brasília, é vista por aliados como um gesto relevante de alinhamento institucional em um momento de forte disputa política no Senado.
Durante a conversa, Jorge Messias e Alcolumbre trataram do ambiente na Casa e do cenário da sabatina, considerada imprevisível por lideranças governistas. O diagnóstico compartilhado foi o de que, embora haja resistências, o desfecho dependerá menos de embates públicos e mais da capacidade de articulação silenciosa nos bastidores.
- Leia também: Planalto corre para aprovar Messias ao STF
Com base nesse cenário, o governo passou a trabalhar com uma contagem considerada positiva. Interlocutores afirmam que há um piso de votos capaz de assegurar a aprovação, superando o mínimo de 41 necessários no plenário, ainda que sem margem confortável. O histórico recente de indicações com placares apertados reforçou a estratégia de intensificar negociações individuais para evitar surpresas.
Para sustentar esse cálculo, o Planalto e líderes aliados promoveram uma reorganização na própria CCJ, com substituições estratégicas de senadores titulares e suplentes. A chamada “dança das cadeiras” busca reduzir a presença de parlamentares mais críticos e ampliar o peso de nomes alinhados ao governo, numa tentativa de controlar o ambiente já na primeira etapa da tramitação.
A movimentação ocorre em paralelo à preparação de Messias para uma sabatina que, segundo sua avaliação, deve extrapolar sua trajetória pessoal e se concentrar no momento vivido pelo STF. O indicado prevê questionamentos sobre a imagem e a credibilidade da Corte, além de temas sensíveis que têm dominado o debate público.
A movimentação ocorre em paralelo à preparação de Messias para uma sabatina que, segundo sua avaliação, deve extrapolar sua trajetória pessoal e se concentrar no momento vivido pelo STF. O indicado prevê questionamentos sobre a imagem e a credibilidade da Corte, além de temas sensíveis que têm dominado o debate público.
Nos bastidores, aliados dizem que a orientação é manter um tom equilibrado, evitando confrontos diretos com o Supremo, mas sem se esquivar de temas delicados. A aposta é que Messias reforce a defesa de princípios como ética e autocontenção judicial, destacando sua atuação na Advocacia-Geral da União, como forma de consolidar apoio e atravessar a sabatina sem desgastes decisivos.
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Por Alícia Bernardes
postado em 28/04/2026 12:49
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