CB.PODER

Caiado pede fim de 'discussão' sobre 8 de janeiro: 'Enxuga gelo'

Em entrevista ao 'CB.Poder', pré-candidato à Presidência disse acreditar que superar etapa de "revanchismo" pode ajudar a focar em agenda de desenvolvimento

O governador do estado de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, durante o programa CB.Poder, parceria entre Correio e TV Brasília, que o debate sobre a possível concessão de anistia aos envolvidos nos episódios do 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro atrapalha na tentativa de focar em uma agenda de desenvolvimento. 

Durante a entrevista, Caiado defendeu a necessidade do Brasil de "superar" a discussão, descrita por ele como "revanchismo". "Estou copiando o que fez Juscelino Kubitschek. Juscelino sofreu uma tentativa de golpe. A aeronáutica rebelou para derrubá-lo. E ele superou aquilo, falou: 'quer saber? Deixa eu trabalhar'. Se ele não tivesse acenado com esse perdão, teria polarizado a população", explicou. 

"E aí, o Brasil fica naquela situação, naquele 'enxuga gelo', onde nada se resolve e perde-se espaço em tudo, como em energia, combustível e inteligência artificial. E, no fim, fica essa discussão rasteira, pobre, pode-se dizer burra", acrescentou o candidato. 

Em seguida, Caiado ainda criticou atitudes de frentes opositoras durante debates políticos. Ao citar adversários que, em sessão, debatem, e, em seguida, "nem mesmo conversam uns com os outros", Caiado utilizou, mais uma vez, a palavra "burra".

"Nós debatíamos num congresso onde ninguém corria de ninguém, e nem era despachante de emendas de oposições (...) Depois que debatíamos, conversávamos ali, no café, normalmente. Não tinha essa coisa de que você não podia falar comigo apenas por ter defendido uma tese que não vai de encontro com a defendida por mim. Esse patrulhamento é burro, é de uma burrice ímpar. O Brasil não pode retroagir. Eu sou um democrata na essência. Já ganhei, e já perdi, e nunca contestei campanhas minhas", ressaltou. 

 

 


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