
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu suspender os penduricalhos pagos ao ministro Marco Buzzi, afastado por denúncias de assédio. Os pagamentos extras eram acrescidos ao salário e proporcionavam uma remuneração acima do teto constitucional. Com a medida, ocorrida três meses após o afastamento, o salário de Buzzi cai de uma média de R$ 100 mil para R$ 35 mil por mês.
O magistrado foi afastado em fevereiro deste ano acusado de importunação sexual. Entre as denúncias contra ele, está a de uma jovem de 18 anos, que afirmou que foi convidada pelo ministro a entrar no mar, durante uma viagem, em uma área que estaria mais afastada do pais dela.
A jovem também afirmou que ocorreu contato físico não autorizado. A decisão de suspender os penduricalhos ocorreu um dia após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovar um contracheque único para a magistratura. A medida tem como foco padronizar os pagamentos aos juízes e evitar salários astronômicos que ultrapassam os limites previstos na Constituição.
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Em nota, a defesa do ministro Buzzi negou as acusações de assédio e disse que a inocência do cliente ficará provada no processo. “A instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas. Reitera, ainda, que o depoimento da suposta vítima necessita ser corroborado por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos,” destaca o texto.

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