FACÇÕES CRIMINOSAS

Classificação de PCC e CV como terroristas divide políticos no Congresso

Decisão anunciada após encontro de Flávio Bolsonaro com Trump provoca reações de governistas, oposição e pré-candidatos à Presidência

Decisão anunciada após encontro de Flávio Bolsonaro com Marco Rubio provoca reações de governistas, oposição e pré-candidatos à Presidência -  (crédito: Divulgação)
Decisão anunciada após encontro de Flávio Bolsonaro com Marco Rubio provoca reações de governistas, oposição e pré-candidatos à Presidência - (crédito: Divulgação)

Nesta quinta-feira (28/5) o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na categoria de organizações terroristas. O anúncio foi feito logo após o encontro do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o presidente Donald trump e o secretário de estado norte-americano Marco Rubio.

No Congresso, o tema repercutiu entre os brasileiros e os políticos. Parlamentares da base governista e da oposição, por exemplo, usaram suas redes sociais para se manifestar acerca do tema.

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O deputado Lindbergh Farias, vice-líder do PT na Câmara, avalia que a classificação feita pelos EUA terá uma consequência grave para o Brasil: “O objetivo é trazer imensos prejuízos à economia brasileira. A ação criminosa tem que ser combatida duramente pelo governo brasileiro”, diz.

Jaques Wagner, líder do PT no Senado Federal, usou seu perfil no X para enaltecer projetos do governo na área da segurança pública e defender que o melhor caminho é "trabalhar com tecnologia e ineligência", como no caso das cameras de reconhecimeno facial já instaladas em algumas das grandes metrópoles do Brasil, como São Paulo.

"Agora, o mundo inteiro está brigando contra o crime organizado. Não é algo que se resolva com uma varinha de condão. Àqueles que nos criticam, eu peço que apresentem a solução. Só apontar é fácil. Para se apresentar diante do povo, tem que ter o serviço prestado para mostrar e isso nós temos", pontua o baiano.

Enquanto isso, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL, usou suas redes sociais para agradecer Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado norte-americano: “Por que tanta preocupação do governo em evitar essa classificação? O povo brasileiro não quer criminoso tratado com proteção política. Quer facção combatida, criminoso preso e o Estado enfrentando o crime de verdade. Hoje foi um péssimo dia para quem relativiza o crime. E um grande dia para quem acredita em lei, ordem e justiça”, escreveu.

Entre os pré-candidatos à presidência a atitude do governo Trump foi recebida como uma notícia positiva para Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).

“A minha única frustração é que não cheguei à presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa, que eu pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado realmente não teria espaço para corrupto e muito menos para faccionado”, afirma Caiado, em um vídeo publicado em suas redes sociais.

Em sua manifestação, o candidato de Minas Gerais destacou que “é uma vergonha o governo americano fazer isso (classificar as facções como organização criminosa) em vez do governo Lula e do PT”.

“Nossa soberania não está ameaçada, ela foi roubada. E o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, só passa pao para bandido”, diz Zema. O governador mineiro ainda afirma que o governo americano não vai invadir o Brasil e sim ajudar o país a combater facções criminosas.

Romeu Zema, que recentemente teve rusgas em sua relação com a família Bolsonaro por fazer duras críticas aos áudios divulgados do senador Flávio e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ainda faz um aceno ao PL e enaltece a atitude de Flávio Bolsonaro de ter se encontrado com Marco Rubio para discutir o avanço das facções criminosas no Brasil: “O Flávio foi capaz de fazer aquilo que o Lula deveria ter feito há muito tempo”.


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postado em 29/05/2026 10:31 / atualizado em 29/05/2026 10:31
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